Publicada em: 27/05/2026 - 20 visualizações
A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e Juventude realizou nesta quarta-feira, 27, uma Mesa de Diálogo no Plenário da Câmara Municipal para celebrar o Dia Municipal da Família Acolhedora e do Apadrinhamento Afetivo, comemorado em 31 de maio. “A ideia de criar essa lei é de trazer visibilidade para dois programas tão importantes para a rede de garantia de direitos. O evento reforça o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e violação de direitos, garantindo um espaço de acolhimento e afeto. São iniciativas que precisam ser divulgadas para desmistificar preconceitos e trazer informação ao público”, afirmou a presidente da comissão, vereadora Letícia Delgado (PT).
O apadrinhamento afetivo é uma estratégia para o fortalecer a convivência de crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento. Já a família acolhedora é uma alternativa temporária de acolhimento para crianças ou adolescentes afastados do convívio familiar por decisão judicial. Atualmente, em Juiz de Fora, há quinze famílias inscritas para acolher crianças. O número, no entanto, é insuficiente. A coordenadora do projeto, Júnia Vivian, afirma que muitas pessoas ainda desconhecem a iniciativa. “O serviço de família acolhedora é uma modalidade de acolhimento institucional. Nessa modalidade, em vez de as crianças permanecerem em instituições de acolhimento, elas ficam na casa dessas famílias”, explicou. A professora Denise Dias faz parte das quinze famílias acolhedoras há dez anos. Para ela, a iniciativa é ser ponte. “Ser ponte é fazer a ligação entre mundos. O mundo em que a criança tem seus direitos violados e fazê-la caminhar para um mundo de possibilidades. É você amparar, acolher, ouvir e cuidar. É uma responsabilidade grande, mas é gratificante demais. Tudo que você dá para eles, você recebe em dobro”, relatou. O apadrinhamento afetivo proporciona apoio emocional, social e convivência familiar a crianças e adolescentes em casas de acolhimento. Ele conecta voluntários a jovens com menores chances de adoção, criando vínculos que ajudam no desenvolvimento de habilidades para uma vida adulta autônoma. Dandara Diniz, professora e intérprete de Libras, é atualmente madrinha afetiva e frisou a importância da responsabilidade social do apadrinhamento. “Ser madrinha afetiva, para mim, é um ato revolucionário. Nós somos potentes em transformações sociais assim como nós somos transformados. O apadrinhamento anda junto com isso. Muitos jovens chegam até nós com muitos estigmas, você sendo um padrinho pode mostrar que eles têm outras opções. E também aprendemos muito com eles”, comentou. Os serviços são geridos pela Secretaria de Assistência Social, com execução da Organização da Sociedade Civil ADRA, responsável pela administração, e funcionam na Rua Henrique Burnier nº 214, Bairro Mariano Procópio, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Participaram do evento representantes da Vara da Infância e Juventude, Secretaria de Assistência Social, ADRA, serviços de família acolhedora, Conselhos Tutelares, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, entre outros. Assessoria de Imprensa: 3313-4734
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