Publicada em: 22/05/2026 - 14 visualizações
O Projeto Diversidade – somos todos diferentes, da Câmara Municipal, realizou um curso de capacitação para os servidores da Casa Legislativa. Os palestrantes foram Fludualdo Talis de Paula, Gilmara Santos Mariosa e Vinícius de Azevedo Martins. Servidores de diversos setores como atendimento ao público, limpeza, recepção e assessoria parlamentar estiveram presentes no evento. O curso aconteceu na quinta-feira, 21, no Salão Nobre, das 9h às 12h. O coordenador do projeto, Fludualdo Talis de Paula, deu início à capacitação abordando temas como o atendimento a pessoas com deficiências. Ele reforçou a importância de cursos como este. “O censo de 2022 do IBGE aponta que cerca de 14,7% da população de Minas Gerais têm alguma deficiência. Certamente, em algum momento, alguém será atendido pela Câmara. Nós somos a Casa do Povo. É necessário que nossos servidores sejam capacitados para atender com respeito e acolhimento, respeitando a necessidade individual de cada um”, destacou. A assessora parlamentar Geórgia Arlete do Nascimento estudou a língua brasileira de sinais (Libras) por seis anos. Ela orientou sobre a melhor forma de abordar pessoas surdas no atendimento. “O ideal é você aparecer no campo de visão deles. O toque costuma assustar, então, evite tocar. Algumas pessoas conhecem português então você poderá escrever ou digitar. Para quem não conhece, existe um aplicativo gratuito chamado Hand Talk que ajuda bastante. É de extrema importância que as pessoas aprendam Libras para tornar o atendimento mais acessível e inclusivo”. A supervisora do Centro Integrado de Atendimento à Mulher (Ciam), Gilmara Santos Mariosa, que também é psicóloga, abordou a paciência, o cuidado e respeito com as pessoas com deficiência. Ela citou que recebe no Ciam pessoas de todos os gêneros. “Recebemos todos os tipos de pessoas. Negros, LGBTQIA+, lidamos com racismos, racismo estrutural, perseguição. Não podemos normalizar o preconceito. Piada racista não tem graça, o crime de racismo ofende toda a população negra, racismo reverso não existe. Precisamos acolher a individualidade de cada pessoa”. O coordenador da Unidade de Controle Legislativo e Fiscalização, Vinícius Azevedo Martins, comentou o bullying no atendimento ao público. “Se uma pessoa chega na recepção e não se sente acolhida, ela não se sente digna de pisar neste ambiente. O serviço público é de todos e para todos. O foco de nosso trabalho é acolher as demandas da população. Nós não conhecemos a dor e as vivências do outro, por isso temos que acolher a todos com respeito, carinho e dignidade. ‘Mimimi’ é a dor do outro que não dói em você”, finalizou. Assessoria de Imprensa: 3313-4734
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