Publicada em: 30/04/2026 - 58 visualizações
Moradores de bairros atingidos pelas chuvas de fevereiro se reuniram com vereadores da Câmara Municipal para solicitar apoio na busca de soluções para as regiões afetadas e na cobrança pela liberação mais ágil dos auxílios emergenciais. A reunião aconteceu no Salão Nobre da Câmara Municipal no dia 30. O encontro foi proposto pelo vereador Negro Bússola (PV) e contou com a presença dos do presidente da Casa, Zé Márcio-Garotinho (PDT), e dos vereadores Maurício Delgado (REDE) e André Mariano (PL).
Garotinho reforçou a necessidade de realização de Audiências Públicas para discutir o tema. “São 66 dias da tragédia. Nós estamos acompanhando de perto essa situação. Vamos fazer diversas Audiências Públicas para contemplar as diferentes demandas de cada bairro. Não adianta fazermos apenas uma, temos que atender cada região especificamente”, afirmou. O vereador Negro Bússola (PV) destacou a importância do encontro como espaço de escuta das demandas da população. “É necessário sair do estado de inércia e ouvir o povo da periferia. A população está se sentindo negligenciada. Precisamos intervir nessa situação e realizar uma Audiência Pública. Esse encontro serve para ouvirmos as demandas da população e darmos voz às suas queixas. É pra isso que serve a Casa do Povo”, enfatizou. Durante a reunião, os moradores relataram dificuldades relacionadas ao não recebimento dos auxílios. Jefferson Gravino de Oliveira, morador do Bairro de Lourdes, teve sua casa interditada durante a tragédia. “Parte da minha casa virou escombro. Meus familiares também perderam a residência. Me inscrevi para o auxílio-moradia e até hoje não recebi. Tentamos entrar em contato com o órgão, mas não temos respostas. Estamos sem saber o que fazer”, relatou. Ana Elisa Gomes, do Bairro Esplanada, também questionou a ausência de vistoria da Defesa Civil. “Minha casa foi interditada por estar numa área de risco de deslizamento. Fiz diversas vezes pedidos de vistoria com a Defesa Civil e até hoje ela não foi feita. Nós ligamos e eles alegam que não têm engenheiro, não têm geólogo, e o tempo vai passando e nós estamos no escuro. Eu preciso de uma resposta para saber se posso voltar para casa ou não”, contou. Liliane Ângela Dutra da Silva, moradora do Parque Burnier, pediu mais transparência e a criação de um plano de ação. “Não estamos pedindo favor, estamos cobrando nosso direito. As famílias seguem enfrentando falta de informação, abandono e falta de critérios. Queremos transparência, queremos garantia de moradia digna e definitiva. Quem será responsabilizado pela negligência que transformou a tragédia em abandono prolongado?”, questionou. Assessoria de Imprensa: 3313-4734
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