Publicada em: 20/03/2026 - 94 visualizações
Já pensou na solidão de uma criança, adolescente ou adulto com síndrome de Down? Quantas vezes você convidou uma pessoa com deficiência intelectual para sair, tomar sorvete, para ser amigo? Receber o diagnóstico de síndrome de Down é algo que ninguém espera. O susto inicial vem acompanhado de muitos questionamentos e da pergunta: o que será do meu filho ou da minha filha?
As perguntas inquietantes foram feitas durante a Tribuna Livre Natanael Elói do Amaral, nesta quinta-feira, 19, na Câmara Municipal de Juiz de Fora. Os representantes do Instituto Down 2000, Janilce Borbes e Sérgio Ricardo Carvalho, questionaram a constante necessidade de lutar pelos direitos das crianças com síndrome de Down, especialmente quanto ao direito ao professor de apoio e à participação em sociedade e não reservadas a espaços limitados. Janilce denunciou que muitos direitos educacionais, como professores de apoio, são negados com a justificativa de que as crianças têm autonomia para ir ao banheiro e se alimentar sozinhas. ”E por terem autonomia elas não têm direito de se alfabetizar? Nossos filhos vão para a escola para ficar com babás ou para se desenvolverem? Um professor de apoio tem a função de proteção e alfabetização”. Com indignação sobre o fim do serviço do Ambulatório Down, o presidente do instituto, Sérgio Ricardo de Carvalho, falou sobre a falta de avanços na cidade para crianças com síndrome de Down. “Há seis anos, Juiz de Fora estava na vanguarda. Hoje voltou ao século XIX. Imagina hoje seu filho não ter direito nenhum? Que o único direito que ela tem é de ficar em casa? Tiraram o direito de 1.500 famílias! Meu filho tem vida social, mas eu sei que são poucos os que têm. Criança, pra mim tem de estar na escola, estar em sociedade”. Sérgio reforçou o papel de ajuda pedagógica do professor de apoio. “Professor de apoio não é para levar ao banheiro ou trocar fralda. O que uma pessoa com síndrome de Down precisa é de oportunidade. O empoderamento que vem do trabalho. Mas preferem fechar num sistema que não afeta a sociedade”. Criado em 1999, o Instituto Down 2000 surgiu pela demanda de familiares e profissionais envolvidos em pesquisas e informações que contribuem para a ciência e para a inclusão. O Instituto Down conta com psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas. A Tribuna Livre com o Instituto Down 2000 foi transmitida pela JFTV ao vivo e está disponível no canal da JFTV no YouTube. Assessoria de Imprensa: 3313-4734
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