Publicada em: 09/01/2026 - 91 visualizações

Audiência Pública - Moradores do Granbery questionam autorização para construção em área tombada

Audiência Pública - Moradores do Granbery questionam autorização para construção em área tombada (09/01/2026 00:00:00)
  • A área é tombada como patrimônio cultural do Município de Juiz de Fora
 

 

Moradores do bairro Granbery e ex-alunos do antigo Colégio Granbery participaram de Audiência Pública na Câmara Municipal, no dia 8 de janeiro, sobre um empreendimento no terreno onde funcionava o Centro de Educação Física e Esportes (CEFE) do Colégio Granbery. A área é tombada como patrimônio cultural do Município de Juiz de Fora. A reunião atendeu ao Requerimento nº 6.846/2025 da vereadora Cida Oliveira (PT).


Em 2024, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio (Comppac) aprovou o tombamento de todo o conjunto esportivo, do edifício, da fachada, escada em madeira e piso térreo, além do bosque no entorno do terreno. O que motivou a realização da Audiência foi a aprovação pelo Comppac de um estudo de compatibilidade  entre o projeto e a área tombada. A proposta da construtora é para a edificação de duas torres, uma comercial e outra residencial, além de um edifício garagem e pontos comerciais na área. Cida Oliveira é moradora do Granbery. “Da minha casa eu vejo esse bosque e é extremamente importante para a população que ali reside”. 


O presidente do Comppac, Rogério Freitas, explicou que a decisão do conselho foi tomada em reunião. Além disso, há um processo administrativo em tramitação. “Naquele momento não estávamos avaliando o estudo de impacto de vizinhança, nem é nossa competência”, lembrando que este processo também é avaliado em outras secretarias.



Ex-alunos cobram respeito ao tombamento


O escritor Ulisses Belleigoli é ex-aluno do Colégio Granbery. Destacou que o patrimônio foi construído pela comunidade escolar e moradores do bairro. “Ver agora esse projeto é para nós um desrespeito tão grande, com gente de tantas gerações aqui de juiz-foranos”, lembrando que a primeira campanha de levantamento de recursos para construção do CEFE foi em 1922. 

 

A advogada Paula Assumpção lembrou que havia a preocupação sobre uma possível venda e demolição dos imóveis. “Esse Comppac que hoje aprova o parecer é o mesmo Comppac que votou pelo tombamento, então chama a atenção da população. A construção vai destruir tudo o que se estava visando proteger”, finalizou.


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