Publicada em: 08/12/2008 - 260 visualizações

Vereadores discutem centralização da CEMIG

Vereadores discutem centralização da CEMIG (08/12/2008 00:00:00)
 

Vereadores discutem centralização da CEMIG

       A Câmara Municipal vai enviar uma representação ao governador do Estado, Aécio Neves, pedindo que seja oficiado ao presidente da CEMIG, Djalma de Moraes, o descontentamento da cidade com o programa de centralização da CEMIG. A decisão foi tomada durante audiência pública, convocada pelo vereador Isauro Calais (PMN), com o objetivo de discutir o problema.
       O vereador ainda solicitou que o Legislativo envie ofício às Câmaras Municipais das cidades mineiras de Divinópolis, Pouso Alegre, Varginha, Passos, Montes Claros, Uberlândia e Governador Valadares, informando sobre a realização da audiência pública e sugerindo que elas tomem a mesma providência a fim de evitar a centralização da CEMIG. Isauro Calais, ainda sugeriu que a CMJF envie um representante a cada uma dessas Câmaras, caso seja realizada a audiência, para participar da reunião. “Se nos unirmos nessa luta, tenho certeza que o governador do Estado e o presidente da CEMIG,vão nos ouvir, senão como políticos, como cidadãos e consumidores que não querem a mudança”, afirmou.
       Durante a reunião, diversos líderes sindicais usaram a palavra para refutar a centralização da companhia, o que segundo eles traria enormes prejuízos pessoais para os funcionários, e financeiros para a cidade. O secretário regional da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, José Reginaldo Inácio, explicou que, em 1994, a CEMIG tinha 17 mil trabalhadores, e, atualmente, a empresa atende ao dobro de clientes e teve o quadro reduzido para pouco mais de 10 mil funcionários. “Além disso, vai acontecer o fechamento de postos de trabalho o que significa choque de gestão”.
       O representante da presidente da CEMIG, José Clemente, explicou que determinadas iniciativas são necessárias para a companhia continuar sobrevivendo economicamente. “Vamos aumentar a nossa eficiência operacional, que não quer dizer, necessariamente, centralização”, disse lembrando a ampliação da agência de atendimento central da CEMIG, o Castelinho.
       O vereador José Emanuel (PSC), que também é presidente do Sindicato dos Eletricitários, lembrou que o centro de atendimento está sendo ampliando em função da desativação de outros postos em Benfica, São Mateus e Manoel Honório. “Os atendentes não são funcionários da CEMIG, são trabalhadores terceirizados, que, muitas vezes, não são devidamente treinados para receber a população”, disse.
       José Emanuel ainda lembra que a centralização vai reduzir de sete para três, o número de núcleos em Minas. “Temos mais de 10 mil funcionários, vamos tentar todos os recursos antes de partir para o dissídio”, afirma.

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