Publicada em: 08/09/2008 - 294 visualizações

Comissão de Ética encerra depoimentos

Comissão de Ética encerra depoimentos (08/09/2008 00:00:00)
 

Comissão de Ética encerra depoimentos

       Vinte dias de trabalho, 26 depoimentos colhidos, dezenas de documentos requeridos. Este é o balanço da Comissão de Ética formada na Câmara Municipal para apurar denúncias contra o vereador Vicente de Paula Oliveira (Vicentão-PTB). As informações levantadas até agora foram consideradas suficientes pelos vereadores que deram por concluídas as oitivas e anunciaram a tentativa de elaborar o relatório final até sexta-feira. “Nosso objetivo é chegar a um relatório consensual. Atuamos com agilidade e cautela, cumprindo todos os ritos processuais”, disse o presidente da comissão, Flávio Cheker (PT). O relator José Sóter de Figueirôa (PMDB) mostrou-se satisfeito com o acerto da linha investigatória traçada. “Ouvimos os ex-sócios da Koji Empreendimentos, a Prefeitura, diretores de escolas e levantamos documentos. Já dispomos de elementos para elaborar nosso parecer”, disse, anunciando para a próxima quarta-feira (10/09), a partir das 8h30, a próxima reunião para preparo do conteúdo do documento.
       
       Confirmação
       
        Os trabalhos de hoje (08/09) foram condensados com dois depoimentos espontâneos. Belarmino Gomes Nogueira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, relatou que no período de 2003 e 2005 se dirigiu mensalmente ao gabinete de Vicentão para fazer a entrega dos boletos de pagamento da contribuição confederativa dos empregados da Koji, atualmente denominada taxa de assistência. Trata-se do desconto de 1% do salário da convenção coletiva. “O endereço para entrega dos documentos da Koji era o da Câmara”, afirmou.
       
        Funcionário da firma entre 21 de junho de 2007 e 3 de setembro de 2008, o bombeiro hidráulico Adanil Gonçalves de Oliveira participou de obras em Igrejinha, Borboleta, Caiçaras III – projeto João de Barro - e na granja de Vicentão. Segundo ele, a presença do vereador nas obras era freqüente, assim como nos dias de pagamento dos trabalhadores, o que ocorria a cada quinzena.
       
       Duas assistentes sociais da Amac prestaram serviços ao Centro de Recuperação Juiz de Fora Contra as Drogas, que tem Vicentão como presidente de Honra, sem saber que estavam cedidas para a Câmara Municipal. Alessandra Aparecida Azalim foi designada para a clínica por Vicentão, atuando na entidade no período compreendido entre dezembro de 2005 e novembro de 2007. Thaís Luiz Vargas ficou no Centro entre 13 de março de 2008 e 14 de julho de 2008. ”O presidente da Câmara me encaminhou para o Centro. Fiquei sabendo que deveria estar prestando serviços à Câmara pelo jornal Tribuna de Minas”.
       
       Sócio da Koji de 2002 a 2007, Nélio de Souza Santana detinha 50% das quotas. Mesmo assim, seu pró-labore não passava de um salário mínimo, valor menor do que o salário da funcionária Juliana Moreira: em torno R$ 1 mil. Questionado sobre quem teria se beneficiado com a movimentação de aproximadamente R$ 3 milhões pela empresa, Nélio Santana surpreendeu ao apontar os fornecedores.

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