Publicada em: 22/11/2024 - 1288 visualizações
A situação das pessoas que vivem nas ruas foi um dos principais pontos apresentados e discutidos durante a palestra da assistente social Lidiane Cavaca no encontro mensal do Câmara Sênior da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF), na segunda-feira, 18. De acordo com dados de uma pesquisa da UFJF apresentados por ela, o número de pessoas em situação de rua aumentou em 110%. Em 2016, eram 384 e, em 2022, foram registradas 805 pessoas. Com serviço em todos os dias da semana das 7h às 24h, a assistente social explicou como funcionam as abordagens do Poder Público, e as complexidades e ações para cada situação. “Com a pessoa que está na rua é uma condução diferente de quem muitas vezes vive com a renda da rua. Há os casos de mendicância com moradia, há casos de vendedores informais e ainda os casos de crianças trabalhando na rua para a renda familiar”. De acordo com ela, primeiro há a necessidade de identificar as pessoas e as condições, com recorte das atuações necessárias. Lidiane esclareceu ainda o atendimento de segurança alimentar e de espaço próprios para passar a noite, para lavar roupas e para lanches por meio de serviços sociais, alguns oferecidos diretamente pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e outros por órgãos e entidades em parcerias com a PJF. “Hoje a população de rua tem onde buscar serviços. E a abordagem está constantemente na rua para ofertar os serviços socioassistenciais garantindo a proteção social integral”. Atualmente, Juiz de Fora conta com três casas de passagem, sendo uma mista. E há ainda outras 4 casas de acolhimento e um hotel de passagem, todos com funcionamento 24h. Conforme dados de uma pesquisa promovida em parceria da UFF com a PJF, há um diagnóstico de aumento de 110% das pessoas em situação de rua. Se em 2016 havia 384 pessoas, sendo a maioria adultos de 20 a 40 anos, em 2022 o número subiu para 805 pessoas, com a maioria ainda tendo de 20 a 40 anos de idade. “Houve um aumento significativo em todas as faixas etárias”, afirmou a profissional. Sobre as pessoas idosas, Lidiane reforçou que atualmente há um número maior de idosos em uso abusivo de álcool e outras drogas; com a demência da idade, não controlada ou tratada; enfrentando o desemprego; com problemas nas relações familiares – realidades que pioram as condições na rua. “É ainda mais difícil para as pessoas com mais idade devido ao desgaste, o cansaço e a vulnerabilidade físico e mental”. Assessoria de Imprensa: 3313-4734
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