Publicada em: 03/06/2024 - 1293 visualizações

Comissão de Segurança realiza roda de conversa sobre combate à pedofilia

Comissão de Segurança realiza roda de conversa sobre combate à pedofilia (03/06/2024 00:00:00)
  • O Disque 100 ou qualquer delegacia recebem denúncias a graves violações de direitos humanos
 


Todos contra a pedofilia. A Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) recebeu a Frente Parlamentar de Combate à Pedofilia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), representada pela deputada estadual Delegada Sheila (PL) para uma roda de conversa organizada pela Comissão de Segurança Pública sobre o combate à pedofilia. O evento aconteceu no Plenário da Casa, na segunda-feira, 3, e foi organizado com o objetivo de trazer o assunto para ser discutido em Juiz de Fora, com transmissão pela JFTV.


Apresentando a palestra, o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, vereador Sargento Mello Casal (PL), abordou a importância da capacitação para quem trabalha acolhendo as denúncias. “Transpor essa barreira, de a criança ter que denunciar um parente, isso precisa de uma força tamanha e é preciso estar preparado”, enfatizando também que muitas vezes a denúncia não parte da família. O presidente da CMJF, Zé Marcio-Garotinho (PV), também participou do encontro.


A deputada começou a palestra lembrando que este é um assunto ruim, porém necessário. “Esse tipo de crime tem aumentado assustadoramente, e a gente sabe que a maioria dos casos acontece dentro de casa. A cada 10 casos, 7 acontecem dentro de casa, naquele lugar onde a criança e o adolescente deveria se sentir seguro, mas não está”. Sheila trouxe dados da Polícia Civil de Minas Gerais, que registrou ano passado 8.272 crimes envolvendo estupro e importunação sexual de crianças e adolescentes – 536 casos apenas em Juiz de Fora. “E a gente sabe que a subnotificação é enorme, esses casos são os que chegaram até a polícia”, frisou. Nos quatro primeiros meses deste ano, a Polícia Civil já registrou 2.240 casos. “Em 80% dos casos que estão sendo apurados, nas investigações em andamento, a denúncia não partiu da própria vítima. Muitas vezes a criança nem sabe o que está acontecendo”.


“O pedófilo pode ser qualquer pessoa, de qualquer classe social, de qualquer idade”, alertou a deputada, comentando que “se o pai, o tio, pediu pra não contar pra mãe, tem alguma coisa errada. Se alguém pedir pra não contar, acende uma luz de alerta porque alguma coisa errada tem”. Sheila trouxe casos concretos para exemplificar que muitas vezes a família escolhe não denunciar e isso deve ser combatido. “Não denunciam porque acham que é um crime de pouca expressão, e não é não, gente, isso destrói a vida da pessoa, destrói a alma”, enfatizou.


Assista à roda de conversa na íntegra no canal do YouTube da JFTV. 


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