Publicada em: 14/09/2023 - 1163 visualizações
"Não tem varinha de condão nem bala de prata. É preciso combinar ações, boas ideias e pessoas capacitadas com coordenação". As discussões para a condução da saúde pública no país foram tema de mais uma palestra promovida pelo 1º Seminário Regional de Saúde da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF). O tema "Financiamento do SUS" foi ministrado pelo diretor executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado Federal, Marcus Pestana. O evento aconteceu na quarta-feira, 13, no Teatro Paschoal Carlos Magno e contou com a presença de profissionais e gestores de saúde do município. O presidente da Câmara, Zé Márcio-Garotinho (PV), ressaltou que o evento reverbera os interesses dos cidadãos da cidade – que, em pesquisa, destacaram a saúde como prioridade para o município. Garotinho lembrou ainda que em 2022 e 2023 os vereadores destinaram à saúde pública R$14 milhões e R$25 milhões, respectivamente, em emendas dos 19 vereadores do município. Mediador da palestra, o vereador Pardal (UNIÃO) salientou ainda que a presença de gestores e profissionais de saúde já é um caminho essencial para soluções e reflexões que gerem ações contundentes e efetivas. Os impactos orçamentários para atender 250 milhões de pessoas no país foram apontados pelo vereador Dr. Antônio Aguiar (UNIÃO), que preside a Comissão de Saúde Pública e Bem-Estar Social, como aspecto central da discussão. "O ponto é nevrálgico porque é o grande problema na gestão de um plano de saúde continental com mais de 250 milhões de pessoas. E o financiamento per capita é um dos menores do mundo. Há sempre novas práticas médicas, medicações e exames que são onerosos. Mas podemos ter ações de saúde de baixíssimo custo, o hábito do autocuidado: a gente cuidar da gente". Além dele, a comissão ainda é composta pelos vereadores Juraci Scheffer (PT), Pardal (UNIÃO) e Julinho Rossignoli (PP), que mediou a apresentação. Marcus Pestana reforçou a confiança do SUS junto à sociedade, acreditação que aconteceu principalmente, pontuou ele, após a pandemia da COVID-19. Pestana não se furtou a apresentar os obstáculos do sistema para enfatizar a real necessidade de inovar no uso do orçamento. Apoiado nas garantias de direito à saúde pública como garantia da Constituição Federal de 1988, ele foi objetivo: "Mas levar isso para a vida real de cada pessoa implica, acima de tudo, recursos. São R$1.700 por habitante/ano. É pouco agora garantir a todos a saúde com qualidade. Com a mudança recente, o Ministério da Saúde terá mais R$50 bi no orçamento. Melhorar a gestão e fazer mais e melhor com cada real. É um trabalho persistente e a única saída é inovação com ferramentas tecnológicas”. Mais informações: 3313-4734 - Assessoria de Imprensa
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