Publicada em: 15/05/2023 - 1522 visualizações
Iniciando as ações do Maio Laranja de 2023, a Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) recebeu, na tarde desta segunda-feira, 15, duas palestras que abordaram métodos para combater o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. O evento, promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente da CMJF, contou com a presença de especialistas, vereadores e representantes de órgãos de segurança pública, saúde, direitos humanos e outras áreas de defesa do cidadão.
O presidente da Comissão, vereador André Luiz (REPUBLICANOS), abriu o evento relatando o objetivo da campanha de reflexão do mês de maio, por meio do mote apresentado pela CMJF neste ano: Grite por mim. “Esse mote é justamente para que toda a rede de proteção e todos os demais envolvidos, como a Câmara, promotorias e conselhos tutelares, tenhamos uma comunicação que consiga conscientizar a população a respeito da importância da denúncia e de dar esse grito de socorro a uma criança que foi calada”. Os vereadores Juraci Scheffer (PT) e Tiago Bonecão (CIDADANIA), integrantes da equipe, também prestigiaram o evento.
O evento foi dividido em dois painéis. O primeiro deles, intitulado “A escuta especializada de crianças e adolescentes e o atendimento humanizado da vítima: perspectiva prática”, foi comandado por Paola Domingues Botelho Reis de Nazareth, promotora de justiça que coordena o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes do Estado de Minas Gerais (CAODCA). “A forma como se escuta uma criança ou adolescente têm impactos tanto na informação provida por aquelas crianças, quanto para se evitar a criação de falsas memórias. Quanto maior o número de vezes que eles forem ouvidos, maior pode ser o impacto na memória daquela vítima, além de fazer com que ela revisite aquela memória de sofrimento”, aponta ela.
A outra etapa foi comandada pelo juiz titular da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Juiz de Fora, Ricardo Rodrigues de Lima, e teve o título “Depoimento especial: equilíbrio como elemento de prova e instrumento de proteção de crianças e adolescentes”. O magistrado enfatizou as duas possibilidades de atendimento para menores, que devem seguir protocolos específicos: escuta especializada, realizada em redes de atendimento com o objetivo de colher informações para prestar apoio à vítima, e depoimento especial, que deve ser realizada por profissionais em delegacias, sob a presença de uma autoridade judiciária ou policial e que, por isso, pode servir como prova.
A programação do Maio Laranja se estende até a próxima quinta-feira, 18, data nacional de combate ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. Confira a programação completa no nosso site.
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