Publicada em: 04/04/2023 - 1528 visualizações
O Transtorno de Espectro Autista (TEA) foi tema de uma palestra realizada na noite da última segunda-feira, 3, no Plenário da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF). O encontro, promovido pela Comissão de Saúde e Bem-Estar Social da Casa Legislativa, recebeu especialistas para conversar sobre diagnósticos e intervenções precoces. O evento marcou o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, lembrado no último domingo, 2 de abril.
O vereador Dr. Antônio Aguiar (UNIÃO), presidente da comissão, iniciou a palestra abordando a importância da identificação precoce do transtorno, que possibilita a aceleração do aprendizado. Segundo ele, “os primeiros 1.000 dias de vida da criança é o que chamamos de janela de oportunidades, por isso temos que tentar as intervenções o mais rápido possível, justamente para aproveitar as neuroplasticidades”, defendeu. O encontro contou também com a participação do vereador Maurício Delgado (UNIÃO), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara.
Outro palestrante, o fisioterapeuta Sérgio Carvalho, enfatizou o número crescente de brasileiros no espectro, pontuando a estimativa de que existam seis milhões de pessoas com o transtorno no Brasil. Em relação ao diagnóstico precoce, Carvalho citou que um sinal de alerta é o desenvolvimento da criança “queimar etapas” como, por exemplo, andar sem engatinhar. “Engatinhar é o momento de entender a tridimensionalidade do espaço, de se organizar no mundo. Além disso, ajuda no desenvolvimento de grupos musculares importantes e na qualidade motora que tem influência na fala. Por isso é importante que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível para que a criança seja estimulada com as terapias corretas”, afirmou, destacando que, no Brasil, o diagnóstico é feito em um período entre 3 e 4 anos.
Para completar o encontro, a psicopedagoga Janaína Braga esclareceu o papel da escola para o desenvolvimento da criança com o TEA. “É importante a gente conhecer como a criança aprende porque no processo o cérebro vai passando por transformações. Isso se dá a partir do momento que a criança interage com o ambiente. Tudo aquilo que a criança experimenta também está provocando alterações no cérebro dela”, pontuou. Janaína completou afirmando que o trabalho precisa ser uma parceria entre o professor de apoio, a escola e a família.
A palestra foi transmitida ao vivo pela JFTV Câmara, canal digital 35.1, e está disponível na íntegra no YouTube.
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