Publicada em: 03/03/2023 - 2993 visualizações
A Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) promoveu uma reunião nesta sexta-feira, 3, sobre o que foi definido como um perceptível aumento de insegurança na área central de Juiz de Fora e em bairros no entorno nos últimos anos. Na roda, representantes das polícias Militar e Civil, da Guarda Municipal de Juiz de Fora (GMJF) e das Secretarias de Governo, Direitos Humanos e Assistência Social, que responderam aos questionamentos apresentados pelos vereadores da comissão e de moradores. Alguns dos casos de violência estariam ligados à presença da população de rua no Centro Pop, segundo os moradores, outra questão que também permeou a reunião, mobilizada também pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Zona da Mata (Abrasel/ZM). “Temos assaltos, furtos e crimes de receptação que precisam de atenção. Uma situação que foi agravada com a chegada de um equipamento que trouxe mais insegurança naquele território. Temos que ser diretos, é possível retirar o Centro Pop de lá?”, inquiriu o presidente do colegiado, Sargento Mello Casal (PTB). A vereadora Protetora Kátia Franco (REDE) cobrou o retorno dos postos fixos da PM e do Programa Olho Vivo, enquanto João Wagner Antoniol (PSC) elencou problemas de segurança nos Bairros Poço Rico, Nossa Senhora de Lourdes, Costa Carvalho e de furtos no Cemitério Municipal, ambos defendendo uma ação policial mais ostensiva. O presidente da CMJF, Zé Márcio Garotinho (PV), também participou do encontro, passando a palavra aos presentes. Além dos crimes, os representantes de moradores e associações dos bairros afetados reclamaram da presença de pessoas com armas brancas, fazendo uso de entorpecentes e brigando entre si nas vias públicas. “Nosso direito de ir e vir está limitado. Hoje, parece que quem está solto são eles, e quem está preso somos nós. Prende hoje e amanhã pela tarde já está sendo solto”, apontou Marco Antônio da Rocha, representando um grupo de moradores da Avenida Sete de Setembro e da Rua Cesário Alvim. As ações da comissão da Câmara e da Prefeitura em encontros anteriores foram reconhecidas, como na melhoria de iluminação com a troca por lâmpadas LED, na limpeza e capina dessas áreas, fatores que contribuem para a manutenção da segurança na avaliação dessas comunidades. O delegado regional Marcos Savino destacou que a Polícia Civil tem feito seu trabalho, com investigações e pedidos de prisão; porém, nos casos de furtos, por exemplo, por serem crimes sem violência, normalmente há um entendimento da Justiça pela não manutenção desses acautelados. Na fala do tenente Wilimar, da Polícia Militar, a descontinuidade dos postos possibilitou o aumento das viaturas e das bases móveis, "equipamentos que nos permitem aumentar nossa capilaridade e atender mais territórios”. Ao lado da Guarda Municipal de Juiz de Fora, as duas forças de segurança também se comprometeram a intensificar o combate à receptação dos materiais roubados, como o cobre – que chega a ser vendido por 50 reais o quilo. Já a Prefeitura aposta na ampliação de serviços já existentes, como forma de atender às demandas. Sobre o Centro Pop, a secretária de Assistência Social, Malu Salim, disse que a equipe será recomposta em maio com três assistentes sociais, um psicólogo e dois mediadores de conflito. Salim apontou ainda que medidas educativas estão sendo tomadas, mas que entende que “muitas pessoas usam o cenário que existe ali de pessoas em situação de rua para fazer o delito”. Apesar de não fixar prazo, a gestora anunciou que o Executivo pretende ter um espaço próprio para o Centro Pop (o atual imóvel é alugado) em um novo local. Novo Sistema Olho-vivo Umas das maiores cobranças dos vereadores, o sistema de monitoramento por câmeras na cidade conhecido por Olho-vivo, deverá ser ampliado. O Executivo anunciou na reunião que pretende instalar 139 novas câmeras, em adição às 54 já existentes. “Serão câmeras ‘inteligentes’ que conseguem operar sem muita intervenção orgânica, com menos operadores. Esses novos e modernos equipamentos conseguem criar alertas, por exemplo, de aglomeração de pessoas no Parque Halfeld na madrugada, por exemplo, uma situação suspeita”, revelou o comandante da GMJF, Leandro Lisboa. O novo sistema de monitoramento agregará câmeras de outras finalidades, como da Defesa Civil e de Mobilidade Urbana. No novo modelo, entradas e saídas de Juiz de Fora e Zona Rural serão monitoradas. As forças de segurança irão se reunir para definir um cronograma de instalação e os locais a serem beneficiados. Mais informações: 3313-4734 - Assessoria de Imprensa
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