Publicada em: 17/02/2023 - 1559 visualizações
Três meses após a compra do Castramóvel - viabilizada por meio de uma emenda parlamentar -, o serviço ainda não está em funcionamento. É o que denunciaram os participantes durante a primeira reunião do ano, na última quinta-feira, 16, da Comissão de Defesa, Controle e Proteção dos Animais, com a participação do Conselho Municipal de Proteção Animal (Compa). O questionamento deu a tônica da intensidade das discussões, que incluíram ainda a regularização dos lares temporários (LT) para animais em situação de abandono. A vereadora e presidente da comissão, Protetota Kátia Franco (REDE), abriu o encontro em que foram abordadas algumas dificuldades com a gestão da Prefeitura para a causa animal. A urgência na regulamentação de lares temporários foi defendida para que o trabalho de proteção não dependa apenas da Prefeitura, mas que seja feito com responsabilidade e haja credenciamento e registro. Foi o que argumentou a cuidadora e participante do encontro, Miriam Neder. "Todo mundo que quer ganhar um extra está abrindo as portas de casa. Mas está acontecendo sem fiscalização, sem tempo para análise. Há casos de animais sozinhos e que acabam morrendo". O primeiro-secretário da CMJF, vereador Marlon Siqueira (PP), explicou que as medidas para a regulamentação serão iniciadas pelo Compa e enviadas ao Poder Executivo. "E aí, seguiria para a Câmara propor a regulamentacao". Sobre a guarda de animais, Marlon deu ênfase ao papel de políticas públicas responsáveis e com planejamento. “A Prefeitura deveria ‘estender um tapete vermelho’, porque os cuidadores temporários se doam, pagam do próprio bolso e ajudam muito o Poder Público”. Ele enfatizou ainda que foram encaminhados R$ 250 mil por meio de emenda parlamentar para a compra do equipamento. “No entanto, estamos sem castração há meses. O Castramóvel cumpriu seu papel no passado. Mas a Prefeitura está há meses com o serviço parado". Marlon cobrou ainda informações sobre o destino das emendas parlamentares para o Castramóvel: "porque se não tem clínica, não não tem Castramóvel, o que está acontecendo e onde está a verba?" Também sobre os lares temporários, a vereadora Kátia foi taxativa com a responsabilidade do Poder Executivo: “Como podemos fiscalizar uma coisa que o Executivo não sabe onde está? São fundamentais ações para regularizar os lares temporários para que possamos cobrar". Ela mostrou ainda indignação com a falta de planejamento para a castração. “Todos os problemas que apontamos aqui na falta de política pública para a proteção dos animais começam pela falta de um programa bem estruturado de castração. É uma questão central e que deve ser a primeira a ser solucionada porque impacta no aumento de todos os outros problemas". A presidente do Compa, Michelle Patrícia, ressaltou que o Canil não é capaz de absorver as cadelas que estão no cio. “Precisamos de ajuda de outras ONGs, que ficaram paradas o ano passado por causa do período eleitoral. Precisamos urgentemente cobrar da Secretaria de Saúde que haja um ponto fixo de castração ou clínicas credenciadas. Há superpopulação de animais nas ruas, muitos deles doentes e que refletem nos problemas do Canil. É uma situação negligenciada”. Ela denunciou ainda que havia, até semana passada, cerca de 10 pitbulls soltos pela cidade. Além da vereadora Kátia Franco, fazem parte da comissão os vereadores Bejani Júnior (PODE); Cido Reis (PSB); e Julinho Rossignoli (PP - suplente). Mais informações: Assessoria de Imprensa - 3313-4734
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