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Canalli assina Protocolo de Intenções para a criação da Reviva “Fica claro que os poderes não param de trabalhar em prol de uma sociedade mais justa, mesmo nesse período de transição do Executivo e do Legislativo”. Para o presidente da Câmara, vereador Francisco Canalli (PMDB), a assinatura do protocolo de intenções da Reviva – Rede de Atendimento a Mulher – vítima de maus tratos, engloba um conjunto de ações que irão promover a proteção dessas cidadãs.
Em seu pronunciamento, Canalli lembrou que “a mulher, vítima de violência doméstica, geralmente tem baixa auto-estima, o que se configura num dos principais motivos de maus tratos”. Ele disse que isso acontece por dois motivos: “primeiro, porque a mulher depende economicamente do companheiro e, segundo, porque a mulher é isolada dos contactos sociais”. Nas esferas sócio-culturais mais elevados, a agressão tende a ser psicológica, como a ameaça da perda dos filhos, neste sentido, o pudor social é o principal empecilho à denúncia dos casos de agressão”, disse o peemedebista. “Não podemos mais compactuar com esse tipo de situação em nossa sociedade, principalmente porque a mulher, também, já é o alicerce da sociedade moderna”, completou.
A participação do Legislativo ficará por conta da organização e da mobilização de campanhas para a erradicação da violência e dos maus tratos contra as mulheres. Além disso, a Câmara, através do Centro de Atenção ao Cidadão (CAC), irá emitir relatórios de todos os casos registrados pelo órgão; colaborar na realização de cursos de capacitação com a temática “violência contra a mulher”; prestar serviço de assistência social, através de orientação e encaminhamento para órgãos públicos e privados, entre outras atribuições.
Maria Luíza Moraes, superintendente da Amac, disse que a parceira entre várias instâncias de poder de nossa sociedade irá contribuir para que o Reviva cumpra o seu papel, que é o de defender a mulher das agressões e humilhações de seus companheiros. “A Amac irá disponibilizar recursos humanos, físicos e materiais para que o atendimento a mulher seja implantado na cidade”, disse.
Presentes na solenidade, ainda, Regina Conceição Pereira, defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher, Plínio Mansur, coordenador do CAC, Iara Lúcia Velloso, assistente social e Fátima Monteiro Rodrigues, coordenadora da Casa Abrigo Viva Mulher.
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