Publicada em: 17/11/2022 - 1732 visualizações
Os protetores de animais de Juiz de Fora estiveram reunidos com a Comissão em Defesa, Controle e Proteção dos Animais na tarde desta quinta-feira, 17. O vereador Marlon Siqueira (PP) e a vereadora Protetora Kátia Franco (REDE), presidente da comissão, debateram a respeito dos problemas do Canil Municipal, provocados pela superlotação, por exemplo. A Portaria do Demlurb (19/22), que versa sobre critérios de resgate de animais, também foi abordada.
Na abertura da reunião, a presidente do Conselho Municipal de Proteção dos Animais (Compa-JF), Michele Patrícia Lima, apresentou uma lista de problemas, baseada em recente fiscalização do Canil Municipal: medicamentos insuficientes para tratamento de esporotricose em gatos, animais de raças especiais em caixas provisórias por falta de baias e recusa de resgate de animais baseados em portaria de agosto.
“Não podemos mais aceitar as desculpas do Executivo de licitação deserta e falta de recursos para cuidar dos animais. Após a fiscalização do Compa, verificamos que no Canil não chegaram medicações suficientes para a demanda. As baias não comportam a quantidade de animais e, hoje, os 33 pitbulls ficam em caixas de resgate, as mesmas que os bombeiros precisam para resgatar os animais. Então é necessário um plano de ação para mitigar os problemas”, relatou Michele.
A Portaria 19/22 determina que somente serão recolhidos e/ou recebidos pelo Poder Público Municipal cães e gatos enfermos e/ou vítimas de traumas que estejam soltos nas vias e logradouros públicos, que não sejam tutelados. Nele são estabelecidos critérios e um protocolo de atendimento para saber se o animal será atendido pelo Canil e depois devolvido ao tutor que o encontrou, segundo explicou o gerente do Departamento de Proteção Animal, Atila Souza, ex-presidente do Compa.
“Assim como vemos em outros municípios mineiros, considero que o Canil tem que abrigar os animais doentes, com falta de um órgão ou membro e com doenças graves. Então agora estamos fazendo uma triagem para recolher apenas animais atropelados ou com problemas graves em vias públicas, mas com a garantia de que será devolvido para quem o encontrou. Animal saudável não é pra estar preso em baias”, esclareceu o gerente.
Sobre a portaria, a vereadora Protetora Kátia Franco explicou que, em diálogo com o Demlurb, foi esclarecido que será incluída, mesmo não listada na portaria, uma exceção para resgates de fêmeas no cio e/ou com ninhadas. Ela acalmou os protetores ao declarar que recursos serão enviados ainda nesta semana para suprir a falta de medicamentos e de baias.
“Uma das emendas será para destinar equipamentos para o Canil e caixas do remédio Itraconazol, destinado ao tratamento de um ano de esporotricose. A outra já está em curso e a construção de quatro baias estão sendo feitas com previsão de finalizar em dezembro deste ano”, afirmou Kátia.
O gerente Átila afirmou que no Canil existem hoje 933 animais no total, sendo 100 gatos. Ao ser questionado sobre a castração, ele respondeu que estão sendo castrados de 150 a 300 animais por mês, via convênio com a Anpar/Cinpar. Para o vereador Marlon, esse número está muito abaixo das expectativas, visto que os recursos foram enviados periodicamente por seu mandato, incluindo um trailer para ser usado como Castramóvel.
“Estamos destinando emendas ao Canil para fazer cerca de 4 vezes mais castrações do que está sendo feito, vamos fazer pedido de informação e solicitar a imediata aplicação deste recurso, disponibilizado para viabilizar esse atendimento fundamental no controle de zoonoses. Até porque o Castra Móvel já está disponível, por meio de nosso mandato, e está parado por falta de profissionais”, lamentou.
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