Publicada em: 28/10/2022 - 2086 visualizações

Roda de conversa debate direitos humanos e privação de liberdade

Roda de conversa debate direitos humanos e privação de liberdade (28/10/2022 00:00:00)
  • A atividade encerrou a Semana Municipal dos Direitos Humanos da Câmara Municipal; familiares de acautelados também participaram do bate-papo
 

A Semana Municipal dos Direitos Humanos Clodsmidt Riani encerrou a sua programação na tarde da última quinta-feira, 27, com uma roda de conversa para debater o tema “Direitos Humanos para todos: dignidade para as pessoas em privação de liberdade, para seus familiares e amigos”. O bate-papo aconteceu no Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH), localizado no Bairro Vitorino Braga, região Leste da cidade, e foi uma iniciativa da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF). 

Durante a ação, representantes do Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) da CMJF, do Fórum 8M, da Casa da Mulher, da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e de familiares dos acautelados no sistema prisional de Juiz de Fora expuseram problemas recorrentes enfrentados pelas mulheres encarceradas e também para as que visitam os seus maridos, filhos e parentes em privação de liberdade. 

A presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da CMJF, vereadora Tallia Sobral (PSOL), destacou que o grupo tem recebido “muitas demandas referentes ao complexo prisional e violações de direitos humanos”. A parlamentar também lembrou que as mulheres são fundamentais dentro do sistema prisional. “Elas são as maiores atrizes quando a gente pensa na parte masculina porque são elas que fazem a visita, são as mães, as filhas, as companheiras. Elas vivem em função dessa vida, em visitar, levar comida, de garantir os direitos. Então a gente achou que era importante fazer essa reflexão sobre o papel da mulher no sistema carcerário”, afirmou.

Ainda durante a roda de conversa, os familiares dos acautelados fizeram denúncias e queixas sobre o sistema carcerário como falta de educação dos funcionários das penitenciárias, precarização da alimentação que é servida aos encarcerados, violações dos direitos humanos, atrasos constantes no cumprimentos dos horários de visita, entre outros. 

Mais informações: 3313-4734 - Assessoria de Imprensa


 


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