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Julio Gasparette reclama de descaso da Cemig “A Cemig não está sendo responsável com os moradores do bairro Parque das Torres quando, transfere para a Prefeitura, a solução do impasse causado pela ação de desapropriação das residências devido a proximidade da rede de transmissão de energia elétrica”. O desabafo foi do vereador Julio Gasparette (PMDB) que solicitou audiência pública para debater o assunto. Julio não se conformou com a falta de representatividade da Cia de Energia Elétrica na reunião.
Diante da falta do poder de decisão dos representantes da Cemig, o presidente da Câmara, vereador Bruno Siqueira (PMDB) designou a Comissão de Urbanismo, Transporte, Trâmsito e Meio Ambiente, composta pelos vereadores João do Joaninho (DEM), José Emanuel (PSC) e Antônio Martins (Tico-Tico, PP) para ser interlocutora junto a Cia de Energia e a Prefeitura para solucionar o impasse. “A Câmara não irá se furtar de defender os moradores do Parque das Torres no seu direito à moradia”, disse Gasarette.
“Estamos vivendo em constante estado de alerta e sem informação. A Cemig não pode nos tratar com esse descaso todo. Ela nem sequer nos procurou para debater o assunto”, disse o presidente da Associação de Moradores do bairro, José Luiz Cabral. Ele pediu que a Câmara assumisse a defesa da comunidade.
Daniel Ortiz, diretor da EmCasa disse que o projeto de construção do Parque das Torres foi aprovado pela Prefeitura. Ele garantiu que, caso haja decisão favorável na justiça para a Cemig, os moradores não irão ficar sem indenização. Ortiz afirmou, ainda, que a Prefeitura já está em processo de negociação com a Cia. De Energia para que o impasse seja solucionado. “Na EmCasa os moradores são tratados como cidadãos e não como números”, disse.
O problema dos moradores do Parque das Torres começou há cerca de 10 anos, quando a Cemig instalou várias torres de transmissão de energia elétrica no local. Com o processo, a comunidade seria transferida para outro loteamento, no bairro Barreira do Triunfo, que também possui torres de energia. “Se é para sairmos de nossas casas para irmos para outro local com torres de transmissão, melhor deixarmos onde estamos”, disse José Luis.
“O que a comunidade não consegue entender é o por que da Cemig está querendo desapropriar as casas se o bairro já existe há mais de 20 anos, bem antes da colocação das torres de transmissão. O que tem nos matado é a falta de informação. Estamos largados, sem nenhuma proteção e sem saber o que irá acontecer com nossas famílias”, reclamou a moradora Heloisa Helena Thomaz.
A rede elétrica também corta outros bairros da Zona Norte como o Cidade do Sol e o Jóquei Clube, que ainda não sofrem processo na justiça de desapropriação, mas a idéia é, também, retirar esses moradores de perto da rede de alta tensão. |