Publicada em: 27/04/2022 - 807 visualizações

Comissão de Proteção dos Animais recebe representante da Acovetra

Comissão de Proteção dos Animais recebe representante da Acovetra (27/04/2022 00:00:00)
  • Acovetra propõe volta das charretes para lazer em Juiz de Fora; comissão se posiciona contra e falam em retrocesso na cidade
 

A Comissão de Defesa, Controle e Proteção dos Animais recebeu na Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF), na última terça-feira, 26, integrantes da Associação dos Condutores de Veículos de Tração Animal de Juiz de Fora (Acovetra) para um diálogo sobre a possível volta das charretes na cidade, em busca da diminuição do abandono dos equinos em vias públicas. 

 

A proposta foi apresentada pelo presidente da Acovetra, Wagner Reni da Silva, que demonstrou preocupação diante a Lei Municipal 13.071, que institui a Política Municipal de Utilização Sustentável dos Veículos de Tração Animal (VTA) em Juiz de Fora, e sua regulamentação que proíbe o uso de charretes nas áreas urbanas. “Queremos a liberação para áreas rurais e nos bairros, para lazer e encontro de cavalgadas, existem muitos animais que estão sendo abandonados pelos proprietários, têm animais bons e caros que estão na rua revirando lixo, atrapalhando o trânsito e até mesmo causando acidentes. A liberação das charretes seria um bom senso, pois com o retorno, muitas pessoas voltariam a cuidar dos seus animais ou até mesmo passar para pessoas que cuidam. A nossa intenção também é cuidar dos animais”. 

 

A vereadora e presidente da comissão, Kátia Franco Protetora (REDE), se posicionou contra a questão, mas se propôs ouvir todos os lados. “É um retrocesso a volta do uso das charretes, cidades como Poços de Caldas e Petrópolis já aboliram esse tipo de transporte. Existe a necessidade de conversar com o Executivo e a nossa Casa Legislativa para buscar outras alternativas para o não abandono, existem muitas falhas e elas precisam ser corrigidas. Não é com a volta das charretes que vai diminuir o abandono”, enfatizou. 

 

Na mesma linha, a presidente do Conselho Municipal de Proteção dos Animais de Juiz de Fora (Compa-JF), Michele Patricia Moreira de Lima, também discordou da proposta apresentada. “Foi muito difícil conquistar essa lei que proíbe que os animais sejam submetidos a atração, nós sabemos que a fiscalização é falha, que as pessoas não cumprem o recomendado, que vão sobrecarregar esses animais. A charrete é um instrumento de abuso e usam como instrumento de trabalho, até mesmo irregular. Já vi muitas pessoas fazendo reforma e usando os carroceiros para levar os entulhos, e ainda fazem o descarte inadequado. Não acredito que voltar com a charrete ou com a carroça seja a solução para o abandono, a solução seria a criação de centro sócio-educativo, onde os animais seriam reabilitados, colocados à disposição de escolas, de crianças e instituições de reabilitação”. 

 

Ao final, Michele propôs fazer uma nova reunião junto com a comissão, a Acovetra e o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) para chegarem num consenso e alternativas para evitar o abandono. Penalizações mais rudes foram sugeridas durante a reunião para quem comete os maus tratos e também um novo canal de denúncia com prazo menor do que é oferecido, o 181, que leva cerca de 90 dias para verificar in loco a denúncia. Os vereadores Bejani Júnior (PODE) e Maurício Delgado (DEM) propuseram um estudo e um projeto de zoneamento para o tráfego dos animais nas áreas rurais e em bairros. 


Mais informações: 3313-4734 - Assessoria de Imprensa


 

 


©2025. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade