Publicada em: 27/04/2022 - 772 visualizações

Após ação da Câmara, atendimento clínico a animais é restabelecido

Após ação da Câmara, atendimento clínico a animais é restabelecido (27/04/2022 00:00:00)
  • Os vereadores Kátia Franco Protetora e Marlon Siqueira estiveram em reunião com o Executivo, quando garantiram a não-interrupção do serviço; vereadores questionaram também a superlotação do Canil Municipal e animais que estariam vivendo em gaiolas de resgate
 

A notícia da suspensão do contrato de prestação de serviços médicos veterinários aos animais do Canil Municipal por atrasos de pagamento à clínica conveniada preocupou os vereadores da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF). A questão foi levantada durante a 7ª Reunião Ordinária do quarto Período Legislativo. Para resolver o problema, membros da Comissão de Defesa, Controle e Proteção dos Animais solicitaram uma reunião urgente com representantes da Secretaria de Saúde (SS) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). Durante o encontro, que aconteceu na última terça-feira, 26, os gestores municipais garantiram que o pagamento iria acontecer no mesmo dia, e o tratamento não cessaria.

“Estamos preocupados de não ter atendimento veterinário a um animal atropelado ou doente, queremos respostas”, levantou a presidente da comissão, Kátia Franco Protetora (REDE), durante a Reunião Ordinária, apresentando a denúncia de suspensão de contrato do Hospital Veterinário Santa Luzia vista nas redes sociais. Já no encontro, o vereador Marlon Siqueira (PP) lembrou que os atendimentos aconteciam no passado. “Os animais eram resgatados, tratados por profissionais competentes, abrigados temporariamente e doados de forma responsável. Não podemos deixar a eutanásia acontecer por falta de tratamento veterinário possível”.

O secretário de Sáude, Ivan Chebli, e o subsecretário de Vigilância e Saúde, Jonathan Tomaz,  admitiram que houve a comunicação da interrupção do serviço pela clínica conveniada. Porém, explicaram que, assim que foram informados, se movimentaram para que os atendimentos não cessassem, e que o ressarcimento do montante devido poderia ser feito por pagamento indenizatório. "Este tipo de operação financeira demanda abertura de processo disciplinar, para apurar se cada centavo cobrado é devido, se foi correto o encaminhamento dos animais, e se o valor cobrado é adequado”, disse Chebli, explicando que a situação foi equacionada.

Kátia e Marlon pediram garantias de que tal suspensão não aconteça no futuro por inadimplências. Os servidores da SS explicaram que a partir de agora, por meio de contrato, os pagamentos seriam mensais, após expedição de nota, com limite de cerca de R$ 30 mil ao mês, existindo a possibilidade de aditivo de até 25% deste valor em caso de necessidade. A clínica também será responsável por checar se os animais que estão sendo atendidos são de fato vindos de resgates, e não particulares - neste caso, devem comunicar a suspeita à PJF. 

Vereadores se preocupam com superlotação do Canil

Outro questionamento levantado pela vereadora foi quanto ao excesso de animais no abrigo público. “Estive ontem no Canil e vimos três animais vivendo em gaiolas, queremos uma resposta sobre isso também”, denunciou Kátia Franco Protetora. O gestor do Canil Municipal, Átila Torquato, justificou a superlotação pelo aumento do abandono e o envio de animais considerados bravos e antissociais por agentes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Átila revelou que o Executivo irá construir mais seis baias de raças específicas até o próximo mês, quando a Administração Municipal pretende fazer ações de visitação no espaço.  

Mais informações: 3313-4734 - Assessoria de Imprensa


 


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