Publicada em: 16/03/2022 - 512 visualizações
Uma Audiência Pública será marcada em abril para debater a acessibilidade; inserção no mercado de trabalho, criação de associação e burocracia municipal na renovação da carteirinha foram temas abordados
A Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) se reuniu na manhã desta quarta-feira, 16, para debater as dificuldades enfrentadas pelo segmento no município. O presidente da comissão, Maurício Delgado (DEM), abriu o encontro anunciando que no mês de abril será agendada uma Audiência Pública para debater a acessibilidade no município. “Nossa tão sonhada audiência deve ser realizada no próximo mês, será uma oportunidade de debater nossas propostas”.
Entre as problemáticas levantadas pelas pessoas com deficiência (PcD) presentes na reunião esteve a questão da empregabilidade. Marcelina do Nascimento, que tem paralisia cerebral, comenta que há dificuldades das empresas em contratar o grupo. “Não existe aqui nenhuma empresa disposta em viabilizar parcerias para adaptar seus mecanismos para empregar pessoas com deficiência. Elas fazem isso porque acreditam que custam caro”, afirma Marcelina. Na mesma linha, Maurício Delgado lembrou que o cerne da solução passa pela conscientização. “Precisamos conscientizar as pessoas e empresas da importância de capacitar e empregar as PcD”, lembrou. Já o vereador Marlon Siqueira (PP), integrante da comissão, comentou que “o melhor projeto social é o emprego'. Por isso, precisamos defender a empregabilidade das pessoas com deficiência, principalmente no setor público”.
Luciene Martins, que tem deficiência visual, solicitou apoio da comissão para a criação de uma associação de cão-guia. Para ela, o cão auxilia de forma mais adequada a pessoa com deficiência visual do que a bengala. Ainda lembrou que há busca por parcerias para que os cães não causem danos financeiros. “O cão-guia é uma doação e estamos com parcerias com veterinários e doadores de ração para reduzir o custo de manutenção”. Germano Rizzo, funcionário da Associação dos Cegos de Juiz de Fora, comentou que não há no estado de Minas Gerais nenhuma entidade com esse intuito. “Iremos conseguir atender gente do nosso município e toda a região”, afirmou.
Os participantes também solicitaram mais atenção aos equipamentos públicos disponíveis para as pessoas com deficiência. Alegaram que em toda mudança de gestão há mudanças no método para renovação da carteirinha e justificaram que quase sempre os dados são perdidos, criando uma dificuldade no acesso e adesão a benefícios.
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