Publicada em: 18/11/2021 - 586 visualizações
Banheiros sem estrutura, mato alto e chão sujo foram as principais denúncias realizadas; vereadores solicitaram providências urgentes e Prefeitura anuncia que novo edital será feito em breve
A situação do Terminal Rodoviário Miguel Mansur foi a pauta da 1ª Audiência Pública do 11º Período Legislativo da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF). O encontro aconteceu na tarde desta quinta-feira, 18, e foi requerido pelos vereadores Sargento Mello Casal (PTB) e Juraci Scheffer e pelas vereadoras Cida Oliveira (PT) e Laiz Perrut (PT).
De acordo com o vereador Sargento Mello, um dos proponentes da audiência, a empresa Infracea (Controle do Espaço Aéreo, Aeroportos e Capacitação Ltda), que administra o terminal, está descumprindo diversas cláusulas do contrato que foi firmado com a Prefeitura de Juiz de Fora; entre elas, Mello destacou a falta de limpeza no saguão da rodoviária, o mato alto no entorno, as péssimas condições do calçamento e a falta de manutenção nos banheiros, inclusive para as pessoas com deficiência. O vereador ainda questionou sobre o grupo de trabalho criado em março deste ano para estudar sobre as condições do terminal. “Não podemos deixar do jeito que está, as pessoas não podem ficar sofrendo, cadê os fiscais do contrato, queremos melhorias, banheiros decentes, máquinas de cortar grama, queremos uma empresa que administre o terminal com seriedade e competência".
As vereadoras Laiz e Cida orientaram a Prefeitura a ficar atenta à nova licitação, pois a rodoviária pode ser considerada um cartão de visita para a cidade. “A arrecadação da rodoviária não é baixa, é bastante significativa. Precisamos tratar esta questão com um novo olhar”, disse Laiz. Cida ainda endossou comentando que “é preciso fiscalizar também qualquer tentativa de violação de direito dos trabalhadores, vamos continuar nessa batalha, queremos uma rodoviária digna, limpa e com condições de atendimento, precisar ser um local agradável".
O presidente da Casa, Juraci, comentou: “não estamos aqui para passar panos quentes em empresas que não cumprem os contratos, se tiver que ser rescindido que façam. O terminal está um breu, se tornando um local perigoso, até o banheiro o cidadão precisa pagar, um total desrespeito. É inadmissível o que vem acontecendo na nossa cidade, tenho certeza que essa empresa será notificada, é preciso respeitar o que está no contrato. Providências urgentes precisam ser tomadas”.
A secretária de Governo, Maria Aparecida Louzada, disse que foi procurada pelos comerciantes do terminal e que eles estavam se organizando para alugar uma máquina para lavar o chão devido à sujeira. “A empresa que atuou no terminal há 20 anos, quando acabou o contrato, levou tudo, até as lixeiras, não deixaram nada, é isso estava no contrato, estamos construindo um contrato com novas regras”.
Cidinha Louzada anunciou ainda que será realizada pela Prefeitura a troca de todas as lâmpadas do entorno da rodoviária. A secretária de Transformação Digital e administrativa, Ligia Inhan, também admitiu que a rodoviária não está em boas condições, mas que com o término do contrato da última empresa, houve a necessidade de ser feito um contrato emergencial: “no contrato emergencial não se faz previsão de investimentos, essa empresa está temporariamente, estamos trabalhando em cima de um novo edital”.
O representante da Infracea, Francisco Dantas, explicou que a empresa tem colaboradores treinados para atender o público da melhor maneira possível e relatou que recebeu o terminal rodoviário em péssimas condições. “Tivemos que fazer diversas aquisições de utensílios, câmeras de vigilância, sistema de estacionamento, roletas de cobrança, e concordo que ainda é necessário fazer diversas manutenções, entre elas no banheiro, jardins e calçadas”
O lojista na rodoviária Valdemir Mattos relatou que é alto o valor dos locatários dentro do terminal, além disso há os valores do condomínio que variam de R$ 400 até R$ 1.600, "e sabemos que 30% é direcionado para a Prefeitura de Juiz de Fora e 70% para a empresa". Ele perguntou sobre o dinheiro. “Cadê o dinheiro que nós pagamos que não é investido em melhorias? Queremos saber”.
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