Publicada em: 25/10/2021 - 571 visualizações

Crise hídrica e energética é debatida em Audiência Pública

Crise hídrica e energética é debatida em Audiência Pública (25/10/2021 00:00:00)
  • A Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) realizou nesta segunda-feira, 25, uma Audiência Pública (AP) que teve como pauta a situação da produção de energia elétrica e a possibilidade de apagões e interrupções no fornecimento. O encontro foi proposto pelo vereador presidente da CMJF,...
 

Uma Representação será enviada à Cemig solicitando respostas sobre o corte de energia sem o aviso prévio, os reservatórios e suas capacidades e o risco de apagão 

A Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) realizou nesta segunda-feira, 25, uma Audiência Pública (AP) que teve como pauta a situação da produção de energia elétrica e a possibilidade de apagões e interrupções no fornecimento. O encontro foi proposto pelo vereador presidente da CMJF, Juraci Scheffer (PT). 

Para o proponente da AP, o país ainda não tem uma posição clara quanto à sua produção de energia. “Na Zona da Mata, somos pioneiros na produção de energia elétrica. Em 1988 Bernardo Mascarenhas fundou em Juiz de Fora a tecelagem mascarenhas movida a vapor e ao mesmo tempo fundou a companhia de eletricidade, a Usina de Marmelos, movida pelas águas do Rio Paraibuna. É importantíssimo destacar que Juiz de Fora é a primeira cidade da América Latina a ter energia elétrica, antes mesmo de Nova York, nos Estados Unidos”. 

Juraci ainda destacou em suas considerações iniciais que a produção energética que Juiz de Fora utiliza é a mesma de anos atrás e que pouco foi investido em novas tecnologias. “O ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, insiste em dizer que não haverá racionamento de energia no país, sabemos que os números dizem ao contrário, os reservatórios das regiões Sudeste e Centro Oeste, que respondem por 70% da geração de energia do Brasil, estão com menos de 23% da sua capacidade de armazenamento. Níveis que já acenam para um cenário de racionamento porque estão abaixo do que enfrentamos em 2001, quando o risco de apagão nos fez racionar energia”. 

Segundo o deputado estadual Roberto Cupolillo (PT), Juiz de Fora passa pela pior crise hídrica em seus últimos 91 anos. “Apresentei na Assembleia Legislativa de Minas Gerais [ALMG] o Projeto de Lei n° 3.081/2021, que estabelece normas  e regras sobre o reflorestamento ao entorno da represa Chapéu D’Uvas e institui a proteção da bacia hidrográfica, com o intuito de solucionar e proteger o manancial”. A represa está localizada nos municípios de Antônio Carlos, Ewbank da Câmara e Santos Dumont; entretanto, é Juiz de Fora que mais se beneficia do abastecimento de água potável, utilizando cerca de 50% da capacidade dela. 

O prefeito da cidade de Guarani, Fernando Eduardo Pinheiro Bellotti, foi convidado a participar da AP e ficou satisfeito com a pauta levantada pela Câmara Municipal de Juiz de Fora e relatou que a questão tem sido discutida com frequência na Câmara Municipal de seu município. “A nossa cidade possui três geradores de energia, mas o problema é que a energia não fica na cidade, caso aconteça o apagão, Guarani passará pela mesma situação que Juiz de Fora, então temos que repensar uma forma de sanar esse problema”. 

Em seu pronunciamento, a supervisora de Fiscalização do Procon, Carla Abreu Marques, apresentou alguns números com relação às reclamações que o Procon tem recebido contra a Cemig. "Nos últimos cinco anos recebemos 2.448 reclamações, 50% com relação a cobrança indevida. Este ano já recebemos 634 reclamações e dessas 336 também são sobre cobranças indevidas. Quero ressaltar que o Procon tem buscado junto ao órgão da Cemig um melhor atendimento para a população, nós sempre estamos dispostos a intermediar todos os casos recebidos, quando há falta de cumprimento aplicamos medidas cabíveis”.

Poliana Mendes, analista da Cemig, explicou sobre a crise hídrica e as bandeiras tarifárias. “Entendo que é importante destacar sobre investimentos na região e é o que estamos fazendo, em dezembro vamos entregar a modernização da estação Juiz de Fora, um investimento de nove milhões e meio de reais, que acreditamos que vai aliviar a carga; outro investimento é na cidade de Lima Duarte com investimento de 15 milhões de reais. A Cemig vem trabalhando da melhor forma para atender as cidades". Ivan Carneiro, gerente da área de planejamento energético da Cemig, lembrou que nos últimos 10 anos as chuvas vêm acontecendo abaixo da média e que o sudeste tem um dos três piores sistemas de armazenamento: “precisamos de mais chuvas para ficar em cima da média”.

A Câmara Municipal vai encaminhar uma Representação para a Cemig solicitando as respostas para os cidadãos inscritos que participaram da reunião que fizeram diversos questionamentos, dentre eles alguns sobre o corte de energia sem o aviso prévio, sobre os reservatórios e suas capacidades e sobre o risco de apagão. 

Estiveram presentes os vereadores André Luiz (REPUBLICANOS), Dr. Antônio Aguiar (DEM), Cida Oliveira (PT), João Wagner Antoniol (PSC), Vagner de Oliveira (PSB), Zé Márcio Garotinho (PV), Laiz Perrut (PT), Marlon Siqueira (PP) e Tallia Sobral (PSOL), além de vereadores de cidades da região.

Informações: 3313-4734 / 4941 - Assessoria de Imprensa

 


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