Publicada em: 01/10/2021 - 421 visualizações
Pleiteando a liberação integral de capacidade de atendimento dos veículos de transporte escolar para garantir o acesso pleno das crianças à sala de aula, o vereador Sargento Mello Casal (PTB) apresentou à Prefeitura o Requerimento 1.1016/2021 e ao governo do estado de Minas Gerais, ao Comitê Extraordinário Estadual COVID-19 e à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico a Representação 107/2021. Nos documentos são enumeradas as dificuldades enfrentadas pelo setor e relacionadas às vantagens do retorno dessa atividade para a segurança física, epidemiológica e emocional dessas crianças e suas famílias. Atualmente os regramentos limitam o setor a circular com ocupação de 50% do total de assentos para atender os alunos na cidade e no estado.
Com aumento do combustível e altos custos de retorno às atividades determinados pela legislação, os trabalhadores do transporte escolar enfrentam dificuldades para prestar o serviço em Juiz de Fora. “O transporte escolar trabalha com no máximo dois grupos específicos de crianças divididos em dois turnos, é muito mais fácil para monitorar. Isso não acontece no transporte público, onde ficam superexpostas ao vírus e não possuem nenhum tipo de equipamento de segurança. Precisamos garantir o acesso das crianças e adolescentes às aulas presenciais quando os pais assim o desejarem, e para isso é preciso pensar no transporte delas com segurança dentro da realidade vivida pelo setor”, ressalta Sargento Mello Casal.
De acordo Nilton de Oliveira, diretor da regional Juiz de Fora da Associação Nacional dos Transportadores de Escolares e de Passageiros (ATEP) e presidente da Cooperativa dos Transportadores de Passageiros do Estado de Minas Gerais (Cooperminas), o custo de operação de um veículo que presta esse serviço gira em torno de 58% da receita gerada com ocupação total. “Precisamos investir em insumos para cumprir os protocolos de higienização, é necessário realizar manutenções preventivas e corretivas, o combustível só aumenta, temos que pagar o salário do monitor. E ainda há o escalonamento de alunos nas turmas que dificulta a nossa prestação de serviço. Para voltar à atividade nos termos atuais seria necessário dobrar o valor das mensalidades e isso não é viável para os pais. Precisamos de uma solução que recupere a dignidade dos profissionais do setor”, ressalta ele.
Segundo o diretor da ATEP, existiam 336 profissionais no setor capacitados a prestar serviço com segurança e qualidade às famílias. Cerca de 25 perderam seus veículos para bancos e/ou financeiras. Alguns desistiram e estão em outras ocupações, outros estão com os veículos parados sem poder fazer uma manutenção por não terem condições financeiras. Atualmente, 25% dos 336 profissionais do setor não terão condições de retornar ao trabalho, segundo levantamento da entidade. “Somente 12 empreendedores do setor fizeram a renovação, usando dinheiro emprestado, cartão de crédito de terceiros para efetuar o pagamento das taxas”, afirma Nilton Oliveira.
Mais informações: 3313-4734 - Assessoria de Imprensa (com informações da assessoria do vereador Sargento Mello Casal).
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