Publicada em: 23/09/2021 - 661 visualizações

Vereadores se reúnem com servidores terceirizados que denunciam descumprimento das leis trabalhistas por empresa contratada pela PJF

Vereadores se reúnem com servidores terceirizados que denunciam descumprimento das leis trabalhistas por empresa contratada pela PJF (23/09/2021 00:00:00)
  • Os vereadores Cido Reis (PSB), Juraci Scheffer (PT) e Cida Oliveira (PT) se reuniram com trabalhadores terceirizados da Secretaria de Educação nesta quinta-feira, 23, para buscar soluções para as denúncias de descumprimento dos direitos trabalhistas pela empresa Especiale - terceirizada para...
 

Os vereadores Cido Reis, Juraci Scheffer e Cida Oliveira cobraram ação da PJF sobre a questão; Cido lembrou da Lei Municipal 12.101/2010, que prevê sanções pelo descumprimento de contratos e a possibilidade de pagamento em juízo pela PJF dos valores em débito

Os vereadores Cido Reis (PSB), Juraci Scheffer (PT) e Cida Oliveira (PT) se reuniram com trabalhadores terceirizados da Secretaria de Educação nesta quinta-feira, 23, para buscar soluções para as denúncias de descumprimento dos direitos trabalhistas pela empresa Especiale - terceirizada para serviços em escolas municipais. De acordo com os servidores, há falta de pagamento integral dos salários e dos vales-alimentação e transporte; além de problemas nos pagamentos de férias. Também participaram da reunião o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana (Sinteac), Sérgio Félix; e a gerente e a assessora jurídica do Departamento de Serviços Corporativos (Desc) da Prefeitura de Juiz de Fora, respectivamente, Laura Ferreira e Edviges Rezende. Nenhum representante da empresa compareceu à reunião previamente agendada e comunicada.

Ao todo, são 424 servidores terceirizados que alegam estar nessas condições, entre as funções de auxiliar, limpeza e cozinha. "A escola não funciona sem a gente. A gente tem também outras coisas, os nossos compromissos com a sobrevivência da nossa família. E a gente se sente um lixo", desabafou a auxiliar de limpeza Fernanda Graziele Siqueira.  Ela afirmou ainda que esses problemas não são apenas relacionados à pandemia, mas ocorrem há alguns anos e se repetem em outras cidades do país. O presidente do Sinteac, Sérgio Félix, apresentou diversos documentos de inúmeras tentativas de solucionar o problema com o Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Estadual, troca de mensagens com diversos órgãos públicos de fiscalização e Ofícios à Prefeitura.

Ao ouvir as reclamações e os pedidos de investigação, os vereadores se comprometeram a apresentar um Requerimento para apresentação de todos os contracheques e comprovantes de pagamento do FGTS. Eles irão também apresentar em conjunto uma Representação para ser enviada ao Ministério Público. Os vereadores apontaram a preocupação com a resolução rápida dos problemas. "Justamente no momento de retomada das aulas nas escolas municipais é fundamental que haja uma solução para o problema", preocupou-se Cido. 

Cido ainda destacou a Lei 12.101/2010, que dispõe sobre fiscalização das empresas contratadas, que prevê comprovantes que mostrem as obrigações trabalhistas e  pagamentos em dia. "Caso contrário, a PJF pode fazer em juízo o pagamento diretamente aos funcionários. Temos vários documentos para anexar e enviar à PJF como garantia para o pagamento porque vocês não podem mais ficar sem salário". A lei especifica no art. 2º que o descumprimento das obrigações trabalhistas previdenciárias e as relativas ao FGTS poderão ensejar o pagamento em juízo dos valores em débito, sem prejuízo das sanções cabíveis. 

A gerente do Departamento de Serviços Corporativos (DESC), Laura Ferreira, explicou que à época, em 2020, houve urgência de contratação porque não havia ainda conhecimento sobre o desenrolar da pandemia e havia a necessidade caso houvesse o retorno das aulas. A assessora jurídica do DESC, Edviges Rezende, explicou que a empresa já foi notificada duas vezes e em breve haverá uma terceira, prevista em lei. "Há  um percurso legal a ser percorrido. Pode ser aplicada a sanção de proibição de participar de licitações por dois anos". 

Mais informações: Assessoria de Imprensa - 3313-4734

 


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