Publicada em: 26/08/2021 - 469 visualizações
A proponente da audiência, vereadora Kátia Franco Protetora, fez 38 questionamentos relacionados a atendimentos, serviços e estrutura do Canil Municipal, além de castrações, adoções e fiscalizações; Executivo alegou passar por reestruturação administrativa e prevê treinamento para os novos servidores
A situação atual do Canil Municipal e o destino da causa animal em JF foram temas da Audiência Pública realizada na tarde desta quinta-feira, 26, na Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF). A vereadora Kátia Franco Protetora (PSC), proponente do encontro, apresentou 38 perguntas relacionadas a atendimentos, serviços e estrutura do Canil Municipal, além de castrações, adoções e fiscalizações. As demandas foram encaminhadas pelos grupos de protetores da causa animal.
De acordo com a proponente, os protetores querem que seja implementado o que está previsto para a proteção animal no Plano de Governo. Na opinião da vereadora, o Canil Municipal atual deveria ser transferido, “mas como não é possível, a Prefeitura deveria reestruturar o canil e o gatil e ainda aumentar o número de baias em virtude do aumento dos animais abandonados na cidade”. Na mesma linha, o presidente da Câmara, Juraci Scheffer (PT), lembrou que Juiz de Fora já teve o maior canil de Minas Gerais e que “hoje não suporta mais a quantidade de animais que precisam de atenção. É preciso enfrentar esse desafio e fazer políticas públicas eficientes para a proteção animal”.
Em respostas aos questionamentos apresentados, a secretária de Governo, Cidinha Louzada, justificou que as perguntas foram recebidas no início da reunião e que não havia possibilidade de responder a todas durante o encontro. “Quando o assunto é pontual e envolve números, precisamos de mais tempo, mas todas serão respondidas por escrito posteriormente”.
Atualmente são 900 animais assistidos no canil, segundo informou o promotor do Meio Ambiente, Alex Santiago. Para ele, a interlocução com a sociedade é importante e deveria ser permanente com os protetores. “O que os defensores dos animais querem para o canil é uma administração transparente, acessível e que os esforços sejam somados, que haja campanhas de adoção e de castração. Afinal, o espaço já enfrentou muitos problemas históricos e não podemos retroceder, os ativistas aqui querem saber dos avanços”, disse.
Maioria da participação presencial na reunião, estavam presentes no Plenário protetores independentes que reclamaram que não conseguem contato com o Canil Municipal e que raramente têm um veículo disponível para resgate, e sugeriram que seja feito um cadastro dos protetores pela Prefeitura.
A secretária municipal de Saúde, Ana Pimentel, ressaltou que o governo é feito por meio de construção coletiva e que as dificuldades apresentadas pelos protetores serão acolhidas. “Estamos com o andamento da licitação para realizar a castração, que deve sim ser pública e transparente, além disso podemos destacar o sucesso do primeiro evento de adoção”, disse Ana sobre o cadastro. A vereadora Kátia comentou que apresentou um projeto de lei (PL), em tramitação na Casa, que propõe a criação do Cadastro Municipal de Protetores e Cuidadores Individuais de Animais em Situação de Abandono ou Risco no município de Juiz de Fora, e isso irá facilitar a chegada de auxílios aos protetores.
A secretária de Saúde ainda ressaltou que não falta vontade de melhorias para o canil e lembrou das iniciativas em andamento de engajamento e sensibilização que estão sendo feitas para a adoção nas redes sociais. “Nosso compromisso é a defesa da causa animal e, apesar de estarmos nessa transição com a reestruturação do organograma, queremos criar um comitê de proteção animal. Estamos com o andamento da contratação e da licitação para realizar a castração contínua, e este cadastro deve ser público e transparente”, disse.
Treinamento e valorização dos servidores do Canil Municipal
“Os trabalhadores do canil devem ter seus direitos garantidos para que seja prestado um serviço de qualidade de proteção aos animais”, lembrou o diretor Joaquim Tavares, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu-JF). Em sua apresentação, ele mostrou a situação a qual definiu como bem precária no Canil Municipal há nove anos, sem condições sanitárias adequadas.
Sobre o assunto, o vereador Tiago Bonecão (CIDADANIA), ex-diretor operacional do canil, reiterou a importância de valorizar os profissionais que se dedicam a cuidar dos animais e que a qualificação deles é fundamental. “Além do treinamento faço a sugestão de que as campanhas de adoção sejam feitas nas escolas e as visitas ao espaço sejam retomadas quando as aulas voltarem em setembro”, disse.
Durante sua apresentação, o médico veterinário Fábio Valverde falou de toda a reestruturação e a qualificação que está sendo feita com os servidores, assim como as mudanças no Regimento. Segundo ele, atualmente são 37 colaboradores do Departamento de Limpeza Urbana (Demlurb), um médico, 3 pessoas no administrativo, além de 11 estagiários no Departamento de Saúde Animal (DSAN). O departamento é o novo órgão que administra o Canil Municipal e integra a Secretaria Municipal de Saúde.
Também participaram da audiência os parlamentares Dr. Antônio Aguiar (DEM), André Luiz (REPUBLICANOS), Bejani Júnior (PODE), Cida Oliveira (PT), Laiz Perrut (PT), João Wagner Antoniol (PSC), Julinho Rossignoli (PATRIOTA), Zé Márcio Garotinho (PV), Marlon Siqueira (PP), Maurício Delgado (DEM), Pardal (PSL), Tallia Sobral (PSOL).
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