Publicada em: 19/08/2021 - 417 visualizações
Temas como as cirurgias eletivas, vacinação contra a COVID-19, construção da Unidade Básica de Saúde e a morte do servidor do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) foram debatidos
Na tarde desta quinta-feira, 19, foi realizada na Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) uma Audiência Pública para debater a situação da saúde em Juiz de Fora. Entre os diversos assuntos abordados pelos vereadores proponentes, as cirurgias eletivas, a vacinação contra a COVID-19, a construção da Unidade Básica do bairro São Benedito, e a morte do servidor do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) foram as mais abordadas. A audiência foi proposta pelos vereadores Sargento Mello Casal (PTB), Tallia Sobral (PSOL), Pardal (PSL), João Wagner Antoniol (PSC), André Luiz (REPUBLICANOS) e Tiago Bonecão (CIDADANIA).
O presidente da Câmara, Juraci Scheffer (PT), comentou que “é fundamental discutirmos a situação da saúde na cidade, pois é um dos temas que mais afetam a vida dos cidadãos". Sobre a vacinação contra a COVID-19, o vereador Sargento Mello questionou a Prefeitura sobre algumas irregularidades e apontou que servidores teriam sido vacinados fora da data e horários devidos. A secretária de Saúde, Ana Pimentel, argumentou que “os servidores foram imunizados de acordo com a nota técnica divulgada pelo governo, e que é papel do estado promover os insumos e distribuir as vacinas. A secretaria está trabalhando firme e seguindo todos os protocolos”.
Preocupado com a situação das cirurgias eletivas, e principalmente com as vasculares, o vereador André Luiz relatou sua preocupação em regularizar os atendimentos. “Hoje, estamos com o índice bem menor com relação aos casos de pessoas com a COVID-19, os atendimentos com relação à saúde precisam ser normalizados”. Na mesma linha, o vereador João Wagner cobrou soluções para a situação das cirurgias eletivas. “Muitas cirurgias que eram eletivas agora são de urgência, é preciso uma estratégia para que as cirurgias possam ser realizadas com os protocolos de segurança”.
A ouvidora municipal, Samantha Borchear, relatou que a pandemia foi determinante para aumentar o número de pacientes que aguardam cirurgia. "A rede hospitalar de Juiz de Fora está superlotada, estamos com uma demanda de mais de 1.500 solicitações na ouvidoria, isso me preocupa”.
“Desde 2017 o Ministério Público está acompanhando e tentando buscar soluções para a situação do acúmulo das cirurgias eletivas, mas não contávamos que nesse meio tempo surgisse a pandemia da COVID-19. Com isso, precisamos ter um pouco mais de paciência para avaliar caso a caso”, disse o promotor de Saúde do Ministério Público, Jorge Tobias de Souza.
Representantes da Prefeitura responderam que o Executivo está dialogando com o governo do Estado, no sentido de contextualizar a solicitação de mais serviços, justificando que há, em Juiz de Fora, "uma equipe engajada para realizar mais cirurgias. Estamos fazendo um grande esforço para o atendimento das cirurgias eletivas, pois com a pandemia enfrentamos grandes desafios, o processo é realizado com mais critérios pelos médicos reguladores”.
O vereador Tiago Bonecão chamou atenção sobre a situação da nova Unidade Básica de Saúde do bairro São Benedito. “Estou confiante e na expectativa da divulgação do edital do processo de licitação para começar os trabalhos de construção da nova UBS do bairro São Benedito. Estive em reunião com a Prefeita Margarida Salomão e foi conversado que em 60 dias seria divulgado o edital, hoje faltam 30 dias, em breve esse sonho da comunidade será realizado”. Já o vereador Pardal (PSL) cobrou um posicionamento do Executivo sobre a construção da Unidade Básica de Saúde do bairro Manoel Honório.
Sargento Melo ainda questionou o que chamou de negligência no atendimento médico realizado na ocasião da morte do servidor do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb), que buscou atendimento no Hospital de Urgência e Emergência - Regional Leste. Para esclarecer a questão, a diretora Geral do Demlurb, Gisele Pereira Teixeira, relatou que não houve negligência. “O servidor não quis permanecer no hospital, alegando que iria embora. Somos uma secretaria de mais de mil funcionários, temos um departamento de gestão de pessoas que acompanha todos os servidores que estão se sentido mal, essa situação mexeu com as nossas vidas, sou servidora há 20 anos no Demlurb, isso é uma notícia muito ruim”. Gisele ainda disse que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora solicitou abertura de procedimento investigativo, e que ele já está acontecendo e que segue em sigilo.
Ainda participaram da reunião a secretária de Governo, Cidinha Louzada; o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora, Francisco Carlos da Silva; a subsecretaria de Atenção à Saúde, Joana Darque Zanelli; a subsecretaria de Urgência de Saúde, Renata Prado; e a subsecretária de Regulação de Saúde, Kelly Delgado.
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