Publicada em: 04/08/2021 - 393 visualizações

Câmara Municipal realiza live sobre saúde em tempos de pandemia com o professor e médico Júlio Abreu 

Câmara Municipal realiza live sobre saúde em tempos de pandemia com o professor e médico Júlio Abreu  (04/08/2021 00:00:00)
  • Em entrevista exclusiva, o pneumologista Júlio alerta sobre várias questões relativas à prevenção e à vacinação; o vídeo completo está disponível no YouTube da JFTV Câmara e no Instagram A Câmara...
 

Em entrevista exclusiva, o pneumologista Júlio alerta sobre várias questões relativas à prevenção e à vacinação; o vídeo completo está disponível no YouTube da JFTV Câmara e no Instagram

A Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) realizou uma entrevista exclusiva com o médico pneumologista e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Júlio Abreu. O bate-papo ocorreu nesta terça-feira, 5, por meio de uma transmissão ao vivo, pelo perfil da Câmara no Instagram, e contou com a mediação da jornalista Cristiane Guerra. Com a temática  “Saúde em tempos de pandemia”, foi possível esclarecer a população sobre questões acerca da vida no novo mundo com a COVID-19, de que forma a vacinação age no organismo, como enfrentar as novas variantes do Coronavírus e a importância da aplicação da segunda dose da imunização. 

“Não vai existir um mundo sem COVID-19, nós temos que saber lidar com escalas de mais ou menos casos de Coronavírus”, resumiu o professor Júlio Abreu ao ser questionado sobre os próximos passos da população após o avanço da imunização contra a doença. Segundo ele, a vacinação completa é a medida mais eficaz para não haver infecção ou complicações que levem ao óbito, além do uso de máscaras, principalmente em ambientes fechados e cheios de pessoas.  

Perguntado sobre como a vacina age e a importância da imunização, o professor esclareceu que o organismo se expõe ao vírus por meio da vacina e só depois de 14 dias a pessoa produz anticorpos que vão garantir a imunidade. “A vacina atua em três níveis de proteção: contra a infecção em si, contra a hospitalização do paciente e contra um possível óbito. O objetivo maior é não morrer da doença, então para atingir uma resposta significativa é necessário uma imunização completa, até a segunda dose, com exceção da Jansen que é dose única”, disse o médico.

Sobre o risco das variantes, o professor explicou que elas são simplesmente mutações do vírus. Ele comentou que no Brasil a cada mês surge uma nova; começou com a brasileira, que é a Gama; tivemos a Alfa, que é a britânica; e a Beta, sul-africana. “Quando surge uma variante, vem esse receio de como se proteger, como ocorre hoje com a mais recente: a variante indiana, chamada Delta. Resumindo, as variantes têm mais potencial em quem não se vacina, o passo mais importante é adquirir esses anticorpos contra a COVID-19. Sabemos que quem está tendo a doença hoje e está sendo internado nos hospitais é quem não se vacinou ou não tomou as duas doses”, esclareceu. 

A jornalista Cristiane Guerra apresentou os dados de vacinação no país sobre a imunização, que está com 50% da população com apenas a 1ª dose e 20% com a 2ª dose, ou seja, com a imunização completa. “A circulação viral está diminuindo no Brasil, com 35 mil casos e 476 óbitos [dados do dia 2/8], mas estamos muito longe de uma imunidade coletiva como em outros países, que flexibilizaram o uso da máscara, por exemplo. Até temos um sistema eficaz com aplicação de 2 milhões de doses em apenas um dia. O que falta é vacina no país”, ressaltou. 

Outros esclarecimentos sobre como cada tipo de vacina age no organismo e como outros países, como os Estados Unidos, estão enfrentando os escapes vacinais você acompanha na entrevista completa no feed do Instagram @camaramunicipaljf ou no YouTube da JFTV Câmara

Mais informações: 3313-4734 - Assessoria de Imprensa

 


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