Publicada em: 29/07/2021 - 211 visualizações
Representação e Requerimento feitos pela Câmara Municipal são acatados pelos governos municipal e federal; estudos de outros países permitem esse tipo de vacinação combinada para grávidas
A vacinação híbrida para as gestantes que tomaram a primeira dose da vacina contra COVID-19 da marca AstraZeneca será uma realidade também em Juiz de Fora. A Prefeitura aprovou o Requerimento de autoria de Tallia Sobral (PSOL) e anunciou, na última segunda-feira, 26, o uso combinado de imunizantes para esse grupo, em que muitas mulheres passaram por complicações decorrentes da AstraZeneca. Sendo assim, as grávidas e puérperas juiz-foranas poderão tomar a segunda dose da Pfizer, que utiliza a tecnologia do RNA mensageiro, no Círculo Militar da cidade. A mesma pauta foi requerida, durante o recesso parlamentar, pela vereadora Laiz Perrut (PT) que esteve em diálogo constante com o Executivo para que o pleito fosse resolvido.
A autorização do Ministério da Saúde acerca da vacinação híbrida para gestantes, em 23 de julho, veio também após a Representação da Câmara Municipal que solicitou à Anvisa, no início de julho, uma avaliação dos estudos que demonstram que mulheres grávidas, vacinadas na primeira dose com a AstraZeneca, podem receber a segunda dose da Pfizer. Aprovada pela Câmara no 7º Período Legislativo, a Representação de Tallia foi subscrita pelos seguintes parlamentares: André Luiz (REPUBLICANOS), Dr. Antônio Aguiar (DEM), Bejani Júnior (PODE), Cida Oliveira (PT), Cido Reis (PSB), João Wagner Antoniol (PSC), Juraci Scheffer (PT), Laiz Perrut (PT), Marlon Siqueira (PP), Maurício Delgado (DEM), Kátia Franco Protetora (PSC), Zé Márcio Garotinho (PV) e Tiago Bonecão (CIDADANIA).
Segundo a vereadora, as mães que tomaram AstraZeneca serão imunizadas no prazo estipulado para a 2ª dose no cartão de vacinação e receberão a dose da Pfizer no Círculo Militar de Juiz de Fora. “A solicitação foi feita por sabermos que outros países autorizaram a conjunção dos imunizantes para este grupo específico. Houve ainda a realização de quatro estudos clínicos em diferentes instituições da Espanha e Alemanha que demonstraram a sua eficácia”, descreveu no Requerimento Tallia.
A demanda chegou à vereadora por meio de uma carta de um grupo de gestantes nessa situação, onde se explica que estudos em outros países permitem que aquelas que tiveram problemas com a AstraZeneca possam tomar a segunda dose de Pfizer no tempo adequado. Assim como preconiza o Plano Municipal de Imunização (PNI), as grávidas e puérperas são grupo prioritário e não podem deixar de receber a segunda dose no prazo estabelecido.
A recomendação da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) é de que para esse público específico sejam direcionadas doses da CoronaVac e da Pfizer, e as grávidas e puérperas (até 45 dias após o parto) que ainda não iniciaram a imunização deverão dar preferência a esses tipos de vacina. Por medida de segurança e após a morte de uma gestante que tomou AstraZeneca, estava suspensa a aplicação do imunizante da AstraZeneca/Fiocruz em gestantes enquanto estudos estão sendo realizados para apurar se há correlação entre a imunização com vacinas de vetor viral e a formação de coágulos causadores de trombose.
Veja a Representação enviada à Anvisa, autarquia vinculada ao Ministério da Saúde.
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