Publicada em: 19/07/2021 - 256 visualizações
A proposta é transformar o Palácio Barbosa Lima em um espaço cultura e de cidadania, após a mudança de todos os setores administrativos do prédio, de acordo com o Plano Estratégico; o presidente Juraci Scheffer se reuniu com o Grupo de Trabalho Espaço Memória e Cultura
Nesta segunda-feira, 19, a Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) sediou a reunião do Grupo de Trabalho Espaço Memória e Cultura em que foi discutido o processo de criação do museu dentro do imóvel que hoje é sede da Câmara. O futuro da sede histórica do Legislativo, o Palácio Barbosa Lima, poderá ser a sua transformação em um memorial de cultura, após a mudança de todos os setores administrativos da CMJF para o prédio do INSS e Fórum Benjamim Colucci, de acordo com o Plano Estratégico apresentado em maio deste ano e tratativas entre a Câmara, a Prefeitura, e o Governo do Estado - detentor do imóvel. O objetivo primordial do museu será mostrar a grande diversidade da sociedade juiz-forana.
No encontro, o presidente da casa, Juraci Scheffer (PT), destacou a função do grupo de trabalho. “É focar no bem cultural, no Palácio de cultura e cidadania. O grupo de trabalho da Câmara é composto por historiadores, pesquisadores e pessoas ligadas aos movimentos culturais que envolvem o Executivo e o Legislativo”. Juraci ainda ressaltou que a intenção é fazer com que o atual imóvel da CMJF se transforme em um palácio de cultura e cidadania. “Será trabalhado a questão do museu afro, imagem e som, memorial legislativo, literário e várias outras. Esse estudo museológico que estamos realizando vai deixar um legado para a nossa cidade”.
O Grupo de Trabalho Espaço Memória e Cultura foi criado pela Câmara como forma de discutir e fomentar as iniciativas culturais e memoriais da Casa do Povo e da cidade ouvindo especialistas. “Juiz de Fora terá uma perspectiva diferenciada na sua identidade, na sua história e na sua prática cotidiana de cultura de forma múltipla, diversa, que é que finaliza um futuro diferenciado”. relatou a doutora em educação brasileira Rita Felix demonstra ótimas expectativas com relação ao museu e ao grupo de trabalho. Ela ainda destacou a ideia de ampliar o diálogo na questão da participação mais pública e popular da sociedade juiz-forana no processo de construção de identidade e representações no dia a dia da cultura da cidade.
A doutora em ciência da religião Maria Luiza Igino Evaristo disse que nesse âmbito todas as vozes precisam ser ouvidas. “Precisamos trabalhar na questão das diversidades, valorizar sim a figura do Murilo Mendes, mas também temos muitas figuras e culturas importantes para serem destacadas”. Atuante historicamente na cultura de Juiz de Fora há décadas, hoje com 70 anos, a escritora Marisa Timponi, que participou da Fundação do Centro de estudos Murilo Mendes, hoje Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM), e atuou na recuperação do acervo, está empolgada com o espaço e espera que ele seja interativo e que tenha múltiplos acervos.
Ao finalizar o encontro, Juraci ainda destacou que a intenção é fazer no coração da cidade um espaço referencial com eventos contínuos. “A previsão é que tudo aconteça ainda este ano, assim que nós fizermos a transferência do imóvel, principalmente da parte política, do Plenário da Câmara para o prédio do Fórum da Benjamim Colucci, mas acredito que até o final do ano que vem vamos efetivar todas essas ações”.
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