Publicada em: 07/01/2009 - 241 visualizações

Vereador defende trabalho social e educativo para evitar uso indiscriminado de anabolizantes

Vereador defende trabalho social e educativo para evitar uso indiscriminado de anabolizantes (07/01/2009 00:00:00)
  • Vereador defende trabalho social e educativo para evitar uso indiscriminado de anabolizantes        O vereador João Evangelista de Almeida (João do Joaninho - DEM) defende uma união de forças para combater o uso indiscriminado de anabolizantes. O proponente da...
 

Vereador defende trabalho social e educativo para evitar uso indiscriminado de anabolizantes

       O vereador João Evangelista de Almeida (João do Joaninho - DEM) defende uma união de forças para combater o uso indiscriminado de anabolizantes. O proponente da audiência pública, que discutiu o fornecimento das substâncias, é a favor de um trabalho social, campanhas educativas e o envio de uma representação ao Ministério da Agricultura para alertar as autoridades federais sobre o problema em Juiz de Fora.
       
       Um jovem morreu e há vários casos de complicações de saúde relatados pelo uso de anabolizantes. “Jovens praticam esportes, principalmente musculação, em nome do cultivo da beleza”, diz o vereador. “O que causa espanto são familiares que não percebem o uso irracional de drogas pelos filhos, mesmo com o crescimento muscular”. João do Joaninho disse que a substância utilizada, ora hormônio animal ora humano, está em expansão de uso principalmente em academias dos bairros. “Os jovens estão fazendo uso de qualquer maneira, sem controle”, afirmou.
       
       Ivander Matos Vieira, que na reunião representou a Secretaria de Saúde, esclareceu que os anabolizantes precisam de prescrição médica ou são de uso veterinário. A portaria nº 344 de 1998 prevê que anabolizantes constem da lista de substâncias prescritas que exigem receita branca e exibem o Código Internacional de Doenças (CID). Já os produtos de uso veterinário são regulados pelo decreto nº5.053 do Ministério da Agricultura, explicou o técnico. Ivander esclareceu que esses medicamentos só podem ser vendidos por drogarias, farmácias ou academias autorizadas pela Vigilância Sanitária. Disse ainda que os anabolizantes são injetáveis e que em Juiz de Fora nenhuma academia está licenciada para isso. Ele afirmou que a Vigilância Sanitária fiscaliza academias uma vez por ano, mas que a atividade de propagação é clandestina.
       
       Ivander explicou que há apenas onze fiscais de Vigilância Sanitária na cidade. Eles trabalham em conjunto para procedimentos de baixa complexidade com fiscais de posturas. Advertiu que há uma necessidade de aparelhagem da Vigilância Sanitária que deveria trabalhar em conjunto com o SUS. Segundo ele, como Juiz de Fora possui 40 mil estabelecimentos regulados pela Vigilância Sanitária seriam necessários 50 fiscais de nível médio e 25 de nível superior.
       
       O representante da Secretaria de Esporte e Lazer, Paulo Augusto Mendonça, ressaltou o desejo de todos de obter resultados rápidos num mundo globalizado. Mas o desejo de mudanças bruscas gera o uso ilegal dos anabolizantes. Esclareceu que o Conselho Regional de Educação Física deve ser cobrado para produzir ações e receber denúncias para que os problemas sejam minimizados.
       
       O professor Frederico Baeta Guimarães, representante da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, explicou que é possível saber se alguém usa anabolizantes pelo aumento da agressividade. Disse ainda que nos Estados Unidos a situação é muito grave entre jovens a partir da 8ª série. A criação de instituições para combater o uso e de campanhas educacionais foram fundamentais para cuidar da questão, segundo ele. “Anabolizante é droga e deve ter o uso combatido, assim como cocaína, por exemplo. Quem deveria fazer o controle é a Polícia Federal”, afirmou.

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