Publicada em: 25/06/2021 - 440 visualizações

Câmara sedia Audiência Pública sobre imbróglio na mudança de gestão do Museu Mariano Procópio

Câmara sedia Audiência Pública sobre imbróglio na mudança de gestão do Museu Mariano Procópio (25/06/2021 00:00:00)
  • Em Audiência Pública, na Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF), na tarde desta quinta-feira, 24, foi discutida a atual situação do primeiro museu de Minas Gerais, que completou cem anos no dia 23 de junho e é considerado um dos mais importantes do país, o Museu Mariano Procópio (MAPRO),...
 

O encontro foi solicitado pelo vereador João Wagner Antoniol (PSC); PL será encaminhado ao Legislativo criando o cargo superintendente administrativo, que cuidaria da parte da gestão do museu

Em Audiência Pública, na Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF), na tarde desta quinta-feira, 24, foi discutida a atual situação do primeiro museu de Minas Gerais, que completou cem anos no dia 23 de junho e é considerado um dos mais importantes do país, o Museu Mariano Procópio (MAPRO), que atualmente se encontra fechado e sem um diretor. A Audiência Pública foi requerida pelo vereador João Wagner Antoniol (PSC), que também participou representando a Câmara em uma mesa de diálogo criada pelo Executivo para resolver divergências de um novo projeto de lei (PL) enviado pelo Executivo sobre a gestão do espaço. 

Estiveram presentes os vereadores André Luiz (REPUBLICANOS), Dr. Antônio Aguiar (DEM), Bejani Júnior (PODE), Cida Oliveira (PT), Sargento Mello Casal (PTB), Julinho Rossignoli (PATRIOTA), Vagner de Oliveira (PSC), Zé Márcio Garotinho (PV), Juraci Scheffer (PT), Kátia Franco Protetora (PSC), Laiz Perrut (PT), Pardal (PSL) , Marlon Siqueira (PP), Maurício Delgado (DEM), Nilton Militão (PSD), Tallia Sobral (PSOL) e Tiago Bonecão (CIDADANIA).

Para o proponente da Audiência Pública, João Wagner, o Museu Mariano Procópio precisa de uma mudança de gestão, já que dos completos cem anos, treze anos se mantém fechado: “nós o consideramos o principal ponto turístico da cidade e ele está desleixado, providências precisam ser tomadas, não pode continuar do jeito que está, várias verbas foram destinadas ao museu e por falta de projetos retornaram aos cofres do Governo Federal. Tem que ser realizada uma mudança. Participei nos últimos dois meses de diversas reuniões da Mesa de Diálogo do Museu Mariano Procópio de forma democrática, um projeto de lei foi criado, ele contempla a carta escrita por Alfredo Ferreira Lage e cria um cargo de superintendente para o Mapro; o PL foi encaminhado à Câmara Municipal para apreciação dos pares”. 

O presidente da Mesa de Diálogo do Mapro, Gabriel dos Santos Rocha, explicou sobre o PL que foi enviado à Câmara Municipal de Juiz de Fora.  “A proposta que chega à Câmara leva a dinâmica cultural e científica que vem à moderna museologia. O texto da mensagem vem com base na criação de um superintendente que será escolhido em um processo de escolha pública e será levado em conta todos os critérios técnicos, objetivos e qualificação, baseadas em análise de currículo, declaração de interesse, plano de trabalho, conforme normas estabelecida por legislações federais, não será uma indicação da prefeita Margarida Salomão e sim uma seleção pública composta por uma comissão com representante da Prefeitura, um representante do Amigos do Museu e um representante da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); e também a criação do cargo de Diretor do Museu Mariano Procópio, escolhido a partir da lista tríplice, apresentando pelo Conselho Amigos do Museu”. Na mesma linha, diversos convidados estavam de acordo com o PL da Prefeitura de Juiz de Fora, como a diretora Geral da Funalfa, Giane Elisa, a secretária de Governo, Cidinha Louzada, professores de história participantes e o representante da Universidade Federal de Juiz de Fora, Conrado Jenevain Braga. 

Já o promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Alex Santiago, disse que todos estão dotados com as melhores intenções com o museu, um presente de Alfredo Ferreira Lage, e que reconhece sua necessidade de melhorias e de uma melhor administração, porém observa problemas na mudança de escolha do gestor. “Se olharmos de uma forma histórica o museu vem decaindo, não negamos a existência de problemas no museu, como limitação de pessoas, presenciei o quadro de Tiradente no chão, sabemos que o museu precisa de melhorias sim, temos que ter um limite e esse limite é a escritura de doação feita por Alfredo Ferreira Lage”.  

O vereador Sargento Mello Casal também concorda no sentido de fazer apenas o que está na escritura e não mudar o desejo de Alfredo Ferreira Lage. “Não podemos mudar o museu, na escritura fala, precisamos seguir, não podemos retirar o que está na escritura com novo olhar e pensamento, o próprio dono fala que é para manter o que tem dentro é só seguir sem inventar, dar continuidade no trabalho, o que está na escritura de doação”. Na mesma linha de entendimento, o presidente do Conselho dos Amigos do Museu, Carlos Eduardo Paletta, não aceita a proposta de mudança. 

Laiz Perrut defende a mudança, e pediu aos vereadores que analisem o PL. “Entendo que é uma situação diferente, não podemos permitir o museu fechado, precisamos reescrever uma nova história, precisamos olhar para o passado e pensar no que vai ser do museu no futuro, queremos o museu aberto, precisamos pensar o que vai ser do museu daqui para frente, em nenhum momento o PL desrespeita a carta e retira a lista tríplice. Vamos precisar reescrever a história daqui para frente." 

De acordo com o presidente da casa, Juraci Scheffer, estamos em um país em que vivemos na democracia, e sabemos que estamos lutando para que permaneça assim. “O Poder Executivo tem a capacidade de mandar as matérias porque foi eleito pelo povo, cabe ao Legislativo na sua independência fazer a análise. O Ministério  Público vai fiscalizar aquilo que a lei determina”. Juraci ainda destacou que a Casa Legislativa pode aprimorar as Mensagens enviadas pelo Executivo.  “Nós não estamos deliberando a matéria, estamos em um debate para construirmos uma oportunidade de a população ter acesso a esse bem cultural e histórico que é o nosso museu. Vamos estudar e analisar o PL”.  

 

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