Publicada em: 16/06/2021 - 374 visualizações

Grávidas e puérperas sem comorbidade começam a receber vacina em JF em pleito encabeçado pela Câmara 

Grávidas e puérperas sem comorbidade começam a receber vacina em JF em pleito encabeçado pela Câmara  (16/06/2021 00:00:00)
  • Após pedidos enviados por Requerimentos e Representações, tem início em Juiz de Fora nesta quarta-feira, 16, a vacinação de grávidas e puérperas sem comorbidades. A garantia desse direito às mães juiz-foranas foi uma conquista coletiva, desdobramento de um pleito encabeçado pelos...
 

Vacinação desse público-alvo acontece no Sport Clube ou em qualquer das 46 UBSs que estejam aplicando imunizantes; a recomendação da SES-MG é de que sejam aplicados imunizantes da Corona Vac/Butantan e da Pfizer nesse grupo prioritário

Após pedidos enviados por Requerimentos e Representações, tem início em Juiz de Fora nesta quarta-feira, 16, a vacinação de grávidas e puérperas sem comorbidades. A garantia desse direito às mães juiz-foranas foi uma conquista coletiva, desdobramento de um pleito encabeçado pelos vereadores com o envio de documentos oficiais aos governos Federal, Estadual e Municipal, que pedia a inclusão não só de gestantes e puérperas, mas também das lactantes entre os grupos prioritários para imunização contra a COVID-19. O governo de Minas informou que, por enquanto, a imunização desse último grupo acontece nos casos em que a lactante faça parte de outro estrato prioritário, como trabalhadores da saúde, da educação, entre outros. 

De acordo com calendário divulgado pela PJF, a vacinação de grávidas e puérperas acontece no Sport Clube Juiz de Fora (Avenida Barão do Rio Branco, 1.303, Centro) ou em qualquer das 46 Unidades Básicas de Saúde (UBS) que estão aplicando os imunizantes. A estimativa da Prefeitura é de vacinar as 1.362 mulheres que fizeram o pré-cadastro, além de outras que por ventura não tenham efetuado o cadastro. A recomendação da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) é de que para esse público específico sejam direcionadas doses da CoronaVac/Butantan e da Pfizer, haja vista que, por medida de segurança, foi suspensa a aplicação do imunizante da Astrazeneca/Fiocruz em gestantes enquanto estudos estão sendo realizados para apurar se há correlação entre a imunização com vacinas de vetor viral e a formação de coágulos causadores de trombose. 

No mês de maio, diversas proposições foram votadas e aprovadas na busca por garantir esse direito às mulheres, e pedindo que não fossem incluídas apenas gestantes e puérperas, como também as lactantes no Programa Nacional de Imunização (PNI). Nesse sentido foram votadas duas Representações assinadas pelos vereadores André Luiz (REPUBLICANOS), Dr. Antônio Aguiar (DEM), Cida Oliveira (PT), Cido Reis (PSB), Bejani Júnior (PODE), Sargento Mello Casal (PTB), Vagner de Oliveira (PSB), João Wagner Antoniol (PSC), Zé Márcio Garotinho (PV), Julinho Rossignoli (PATRIOTA), Juraci Scheffer (PT), Kátia Franco Protetora (PSC), Laiz Perrut (PT), Maurício Delgado (DEM), Nilton Militão (PSD), Tallia Sobral (PSOL) e Tiago Bonecão (CIDADANIA).

No texto os vereadores defendem que “uma análise feita pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), a partir de mais de 100 estudos clínicos, concluiu que mães imunizadas contra o novo Coronavírus passam anticorpos para os bebês pelo leite materno. Segundo a Bióloga e coordenadora dos estudos Patrícia Gama, o objetivo da pesquisa é entender o quanto o leite pode ser utilizado, como uma forma de obter os anticorpos não somente através da amamentação direta entre mãe e filho, como também para as crianças que dependem de bancos de leite”, destacam. 

Além das Representações assinadas em massa pelos vereadores, Requerimentos de autoria dos vereadores Marlon Siqueira (PP) e Bejani Júnior (PODE) solicitaram a inclusão das lactantes no grupo prioritário. Siqueira solicitou que a Secretaria de Saúde realizasse um estudo de viabilidade técnica para efetuar essa inclusão, e Bejani Júnior se embasou em um estudo feito em 2020 e em uma declaração oficial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) que recomenda sobre a eficácia e a segurança da vacinação deste público. Além da importância de duplicar o efeito da vacina em dois indivíduos, o vereador ressaltou no texto a necessidade de o Poder Público destacar o papel da maternidade na sociedade. "Ao vacinar todas as lactantes estamos investindo em saúde e bem-estar da população e suas futuras gerações, além de proteger o futuro representado na figura de nossos bebês, estamos reconhecendo o direito humano à saúde e a proteção constitucional da maternidade como objetivo prioritário", concluiu.

 

Mais informações: 3313-4734 -  Assessoria de Imprensa

 


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