Publicada em: 27/05/2021 - 259 visualizações

Câmara promove palestra sobre mobilidade urbana sustentável para marcar o Maio Amarelo

Câmara promove palestra sobre mobilidade urbana sustentável para marcar o Maio Amarelo (27/05/2021 00:00:00)
  • Para celebrar o Maio Amarelo, mês da conscientização sobre os cuidados no trânsito, a Comissão de Urbanismo, Transporte, Trânsito, Meio Ambiente e Acessibilidade da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) convidou o engenheiro e mestre em transporte José Ricardo Motta Daibert para uma...
 

A reunião on-line foi organizada pela Comissão de Urbanismo, Transporte, Trânsito, Meio Ambiente e Acessibilidade e recebeu o engenheiro José Ricardo Motta Daibert 

Para celebrar o Maio Amarelo, mês da conscientização sobre os cuidados no trânsito, a Comissão de Urbanismo, Transporte, Trânsito, Meio Ambiente e Acessibilidade da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) convidou o engenheiro e mestre em transporte José Ricardo Motta Daibert para uma palestra sobre o futuro sustentável da mobilidade urbana do município. O encontro aconteceu nesta  quinta-feira, 27, e teve como tema “A mobilidade urbana sustentável na nova realidade: desafios e oportunidades para Juiz de Fora”. Participaram da reunião os vereadores membros da comissão, Zé Márcio Garotinho (PV - presidente), Pardal (PSL) e Laiz Perrut (PT), além dos parlamentares Juraci Scheffer (PT - presidente da CMJF), Tiago Bonecão (CIDADANIA), Marlon Siqueira (PP), André Luiz (REPUBLICANOS), Vagner de Oliveira (PSB), Maurício Delgado (DEM), Kátia Franco Protetora (PSC) e Cida Oliveira (PT). 

Abrindo a palestra, o presidente da Casa, Juraci Scheffer, destacou que o Maio Amarelo foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar sobre os cuidados no trânsito. “Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), só em 2009, 1,3 milhão de mortes foram causadas por acidentes de trânsito, sendo a principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos”, afirmou. O presidente da CMJF também lembrou que “Juiz de Fora sempre foi pioneira em tantas coisas, protagonista em desenvolvimento e que agora nós vivemos em um momento que é necessário pensar com urgência em novas formas de melhorar o transporte. A cidade não aguenta mais viver nesse estrangulamento”. 

O presidente da comissão, Zé Márcio Garotinho, enfatizou que é preciso pensar sobre o futuro da mobilidade urbana de Juiz de Fora. “Como podemos pensar numa tarifa que caiba no bolso da população, que onere o menos possível o Poder Público? Além disso, como podemos pensar em diminuir a quantidade de carros na cidade e aplicar outros modais de transporte?”, perguntou. Pardal lembrou do falecimento do ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Estado do Paraná, Jaime Lerner, pioneiro na implementação do sistema modal de transporte troncalizado, hoje presente em mais de 250 cidades e recordou que “Juiz de Fora teve a possibilidade de utilizar este modelo, mas não foi para frente”. 

Laiz Perrut lembrou que “uma cidade com boa mobilidade é uma cidade em que as pessoas que vivem nela também têm uma boa qualidade de vida. Por isso precisamos discutir, estudar e chegar em um denominador comum”. O vereador Maurício Delgado falou sobre a importância da bicicleta e que em países desenvolvidos elas estão presentes tanto quanto os carros e questionou, ainda, sobre a criação de um estacionamento para o modal no centro, garantindo segurança para os usuários. Tiago Bonecão recordou que por causa da crise econômica provocada pela pandemia de COVID-19 “muitas pessoas não têm dinheiro para comer, muito menos para usar o transporte coletivo. Se a gente não tiver coragem para debater, nós vamos chegar à falência do nosso sistema”. Já para André Luiz é preciso ter uma mudança de pensamento na forma da política de enxergar a questão da mobilidade urbana. 

José Ricardo Motta Daibert iniciou a sua exposição afirmando que várias cidades brasileiras correm o risco de descontinuar os seus serviços de transporte público. “A pandemia veio potencializar aquilo que já sabíamos: o sistema não suporta mais a omissão dos responsáveis pelo transporte público, inclusive aqui em Juiz de Fora. Porém, se houver coragem, nós podemos construir novos paradigmas para o transporte. Mas é preciso coragem para fazer o que nós nunca fizemos antes e criar a consciência de que a mobilidade urbana é um problema de todos nós”, disse. 

Durante a palestra, Daibert explicou aos presentes sobre o conceito de mobilidade urbana sustentável, englobando o transporte público, a pé e cicloviário e “que é preciso agora planejar as cidades para as pessoas e não para os automóveis”. Para o engenheiro, a pandemia de COVID-19 veio para trazer desafios dentro de uma nova realidade. “Temos que construir um novo modelo sanitário de desaglomeração. Além disso, existe uma nova realidade de hábitos e usos, de ficar trabalhando de casa, estudando de casa, utilizar a telemedicina. A realidade do setor vai passar por grandes mudanças”, disse. 

Mobilidade em Juiz de Fora 

Sobre Juiz de Fora, José Ricardo disse que a cidade precisa decidir se “quer uma mobilidade voltada para as pessoas ou para os automóveis”. Para ele, optar pelas pessoas é pensar em novos pilares como o transporte público, a pé e por bicicleta; novas fontes de financiamento; inclusão da tarifa pública desonerando o usuário; e planejamento sistêmico de mobilidade. “Defendo ainda que o sistema na cidade passe por modernização, que a nova realidade seja implantada em fases transitórias e permanentes, com estudo do transporte complementar, além da proibição de estacionamento em vias públicas, devolvendo, assim, o espaço à população”, falou. 

Daibert ainda destacou intervenções como “revitalização das margens do rio Paraibuna, ações para diminuir o fluxo de automóveis na Avenida Getúlio Vargas, dando a ela o espaço que a população já ocupa, fazer um plano de mobilidade para as pessoas circularem a pé e de bicicleta, e permitir que a sociedade ocupe os espaços localizados abaixo dos viadutos para movimentos culturais, de esporte, lazer etc. Tudo isso pode gerar uma revolução urbanística na cidade. Juiz de Fora tem tudo para sair na frente dessa transformação, de maneira inovadora”. 

 

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