Publicada em: 15/04/2021 - 274 visualizações
O objetivo é potencializar o poder transformador de iniciativas do terceiro setor da cidade; as instituições estiveram reunidas com o preseidente Juraci Scheffer para buscar soluções conjuntas para a crise econômica, que também afeta a arrecadação e as ações de assitência a quem precisa
As crises sanitária e econômica levaram famílias a não terem o que comer e vestir. Para discutir o problema e buscar soluções, a Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) promoveu nesta quinta-feira, 15, um encontro para mobilização de representantes das entidades assistenciais de Juiz de Fora e o poder público. Na condução da reunião, o vereador e presidente da Câmara, Juraci Scheffer (PT), ressaltou a importância da construção coletiva pelo diálogo. “São aproximadamente 27 milhões de pessoas passando por dificuldades no país e o Auxílio Emergencial, que tem um valor irrisório, demorou muito. Propomos, então, buscar formas legais de ajudar, uma vez que não há previsão constitucional para o direcionamento de recursos ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS)”. Como proposta inicial, Scheffer apresentou a possibilidade de abrir às entidades de assistência social a participação na programação da JFTV Câmara para garantir informações de qualidade à população por meio da TV pública de Juiz de Fora, uma conquista da Câmara desde 2017.
Aceita por todas as entidades presentes no encontro virtual, a proposta é que as equipes de comunicação da Câmara produzam materiais de divulgação para vinhetas publicitárias das entidades e das campanhas solidárias. O superintendente de comunicação, Luiz Fernando Priamo, também participou da reunião e explicou que a proposta apresentada por Scheffer prevê o preenchimento de um formulário, que será repassado às entidades. A partir das informações prestadas, a equipe de comunicação poderá entender melhor as demandas e a situação cadastral de cada instituição para delimitar a necessidade e amplitude das ações a serem tomadas. “Vamos produzir material para que sejam transmitidos tanto para a JFTV Câmara quanto para que possam ser utilizados nas redes próprias de cada entidade, que poderão fazer mobilização em redes sociais”. Como sugestão, a assistente social do Centro de Atenção ao Cidadão (CAC), Flávia Tavares, explicou sobre a importância de o vídeo contar com informações das áreas de auxílio das instituições, além das informações de dados bancários. Flávia justificou que “algumas pessoas gostam de doar para instituições específicas, como as voltadas para idosos, pessoas em condição de rua, crianças, entre outras”.
A iniciativa foi comemorada pela diretora da instituição Lar dos Idosos Santa Luiza do Marillac, Sônia Perdigão. Com 45 anos de existência e poucos recursos, Sônia acredita que “essa iniciativa da Câmara nos atende muito nas nossas necessidades, principalmente em tempos pandêmicos”. Atualmente a casa conta com 30 idosos em kitnets individuais, o que garante liberdade e autonomia aos idosos. Para além de agradecer e elogiar a iniciativa, a representante da entidade São Vicente de Paula, Nathalia Meneghine, propôs que a visibilidade oferecida pela CMJF encontre formas de as atuações políticas reverberarem nas estruturas que criam a pobreza e a miséria. “Devemos atender às situações emergenciais, mas podemos juntos pensar em projetos de lei que possam mexer na estrutura para retirar essas famílias de forma permanente da situação emergencial por meio de diálogos propositivos. Não podemos ignorar que 21% da população de Juiz de Fora está na linha da pobreza e miséria”, lamentou.
Foram muitas as instituições presentes que apresentaram a realidade de famílias e ausências múltiplas. Algumas, como o caso dos Médicos do Barulho, em virtude da pandemia, alteraram a forma de assistência. Por não poder frequentar os hospitais, o grupo está focado no momento na doação de alimentos. Muitos dos voluntários das entidades relataram especificidades de seus trabalhos e demandas. A representante da ONG Brothers do Bem, Nina Halfeld, e Scheffer debateram, inclusive, sobre os preconceitos e como esses influenciam também nas doações e ações humanitárias. Nina falou sobre a comunidade Vila de Santa Terezinha: “percebo que é uma região que recebe várias ajudas, de várias instituições, minha preocupação é: poderíamos unir forças e estar ajudando em outros locais. Sendo assim, estarmos unidos e uns ajudando os outros conseguiremos ampliar o número de pessoas assistidas”.
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