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Cemitério vertical e crematório podem ser criados na cidade A instalação de cemitério vertical e crematório em Juiz de Fora foram as alternativas apontadas para atender as demandas de sepultamento no município. Atualmente, os 15 cemitérios registrados na prefeitura estão com sua capacidade física no limite. A discussão sobre o tema atendeu ao requerimento do vereador Julio Gasparette (PMDB) em audiência pública nesta quarta feira (06/07).
Julio lembrou a Lei 08330/93, que dispõe sobre concessão pública para prestação de serviços de cremação de corpos, apresentada pela Câmara Municipal em 1993. “A lei foi promulgada há 18 anos e até hoje nada foi feito. Não precisaríamos chegar ao ponto de ver alguns cemitérios de Juiz de Fora com a lotação esgotada”, ressaltou. O vereador ainda falou dos sepultamentos realizados na parte alta do Cemitério Municipal. “Em um momento em que família e amigos estão sensibilizados, subir ladeira para o sepultamento pode ser considerado uma falta de respeito”, disse. Gasparette apontou que a construção de capelas na parte alta do local seria uma forma de acabar com o empecilho. Ele ainda destacou o trabalho dos 25 planos funerários existentes na cidade, que auxiliam no funeral das classes mais carentes.
O geólogo especialista em cemitério, Carlos Wilson Pereira, destacou a preocupação com o necrochorume (líquido da decomposição de cadáveres), que pode infiltrar no lençol freático e trazer contaminação. “O poder público deve fiscalizar e adotar medidas para verificar a quantidade de contaminação do solo”, apontou.
O presidente da Câmara, Carlos Bonifácio (PRB), adiantou que já existe uma empresa interessada em instalar o crematório e o cemitério vertical na cidade. “As pendências são algumas liberações do poder Executivo, o processo já está em tramitação”, concluiu.
O subsecretário de vigilância em saúde, Ivander Matos, parabenizou o vereador Julio Gasparette pelo debate proposto e ressaltou que discussões sobre o tema devem ser contínuas para a elaboração de um plano, objetivando melhorias nestes serviços. “Existe proposta para a construção do cemitério vertical, onde serão disponibilizados 40 mil lóculos, juntamente com o crematório”, finalizou.
Para o administrador do cemitério municipal, Anderson Miranda Sá Stheling, a lei de número 11989/2010, de autoria do vereador José Mansueto Fiorilo (PDT), que propõe o prazo de três anos para a cemitação nos cemitérios públicos e privados da cidade, foi um ganho para a questão da falta de espaço físico. O administrador ainda pontuou algumas questões, como a desapropriação de sete mil metros para atender a demanda e anunciou que atualmente o cemitério possui 10.500 covas rasas. Anunciou também a iniciativa de adequação ambiental. “Uma parceria está sendo viabilizada para instalar uma fossa séptica com o objetivo de tratar os resíduos produzidos pelo Instituto Médico Legal”, adiantou.
Finalizando a audiência pública, Julio Gasparette lembrou a importância da elaboração de projetos para a viabilização de verbas. O vereador solicitou que a cobrança da taxa de manutenção dos serviços oferecidos pelos cemitérios possa ter um valor justo e viável para o pagamento. |