Publicada em: 25/11/2016 - 219 visualizações

Medalha destaca a importância das manifestações culturais e sociais dos negros

Medalha destaca a importância das manifestações culturais e sociais dos negros (25/11/2016 00:00:00)
  • Medalha destaca a importância das manifestações culturais e sociais dos negros
 
Na noite desta quinta-feira, 24, a Câmara Municipal de Juiz de Fora agraciou nove pessoas e o Centro de Espírita Santo Antônio de Umbanda, do Bairro Dom Bosco, com a medalha Nelson Silva, em comemoração ao mês da Consciência Negra. A honraria é concedida a quem se notabilizou na produção e difusão de manifestações culturais e sociais da raça negra. Uma das atrações da noite foi a apresentação do Batuque Afro-Brasileiro de Nelson Silva.
 
O discurso de agradecimento em nome de todos os homenageados ficou a cargo da escritora Conceição Evaristo, uma das principais expoentes da literatura Brasileira e Afro-brasileira, tendo sua obra traduzida para as línguas inglesa e francesa.
 
Na fala do presidente da Câmara, Rodrigo Mattos (PSDB) , o vereador destacou as desigualdades que os negros sofrem também no mundo político. “A análise do perfil das candidaturas para as eleições 2016 revela, mais uma vez, o sexismo e o racismo das estruturas de poder no Brasil. Das 493.534 candidaturas em todo o país, apenas 14,2% são mulheres negras concorrendo ao cargo de vereadora e 0,13% ao cargo de prefeita”, informou.
 
Diversas autoridades estiveram presentes na entrega da Medalha como o vice-prefeito Sérgio Rodrigues, representando o prefeito Bruno Siqueira, além dos vereadores Rodrigo Mattos, Vagner de Oliveira, Pardal, Ana do Padre Frederico, Fiorilo, Castelar, Antônio Aguiar, Jucelio Maria e José Laerte.
 
 
A Medalha

A Resolução nº 1120 que institui a Medalha Nelson Silva é de 29 de outubro de 1999. A honraria foi criada em parceria com o Batuque Afro-Brasileiro de Nelson Silva e é concedida anualmente.

O cantor e compositor Nelson Silva nasceu no dia 22 de janeiro de 1928. Mineiro de Juiz de Fora foi contador, tipógrafo e um dos maiores compositores da história do município e do país. Sambas, boleros, rumbas, mambos, valsas, toadas, batuques e até hinos religiosos fazem parte de seu acervo musical. Atento à situação do negro no Brasil, retratou a dura realidade enfrentada pela raça, através de cantos e lamentos, usando uma forma de linguagem típica do escravo.
 

Confira os homenageados do ano de 2016:

Angela Maria Lopes
Dona de livraria, atua nas escolas com um trabalho de conscientização e valorização da cultura afro-brasileira e africana junto aos professores para a construção do processo de empoderamento negro.

Alexander Jorge Pires
Presidente da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil - subseção Juiz de Fora, também atua como professor de teoria geral do processo penal na pós-graduação do Supremo Tribunal de Justiça Militar de Angola.

Centro Espírita Santo Antônio de Umbanda
Fundado por Manoel Lopes da Silva, conhecido como Manoel Pé de Ferro, o Centro se dedica a fazer o bem a quem procura ajuda espiritual. Os trabalhos são divididos para o descarrego e o desenvolvimento, atendimento voltado às crianças e oferece espaço ao público para diversos atendimentos.

Conceição Imaculada Barbosa Castro
Integrante da família Barbosa, uma referência ao se tratar de preservação da cultura negra. Os Barbosa participam do Batuque Afro-Brasileiro de Nelson Silva desde 1964. Junto com três irmãs, Conceição Imaculada também gravou um CD com letras de João Cardoso, compositor negro juiz-forano de talento reconhecido.

Irene Aparecida Vitorino
Como integrante do Conselho Comunitário de Segurança Pública da Zona Norte, participa do combate e da prevenção ao uso de drogas. Preside a Associação dos Familiares dos Doentes Mentais de Juiz de Fora e integra os conselhos municipal e regional de Saúde.

Leandro Barros Ribeiro
Coordenador do curso “Diversidades na Roda” que visa a formação de educadores sociais em relações étnico-raciais e de gênero. Representante da SDS na comissão do Selo da Diversidade Étnico-Racial e de Gênero da Prefeitura de Juiz de Fora.

Maria da Conceição Evaristo de Brito
Poetisa, romancista e ensaísta.  Atua nas áreas de Literatura e Educação, com ênfase, em gênero e etnia. Uma das principais expoentes da literatura Brasileira e Afro-brasileira, tendo sua obra traduzida para as línguas inglesa e francesa.

Maria de Fatima de Oliveira Pereira
Supervisora de apoio do departamento de inclusão e atenção ao educando da secretaria de educação de Juiz de Fora. Conselheira Municipal de Promoção da Igualdade Racial e representante do Selo da Diversidade na secretaria de educação.

Mariana Gino
Pesquisadora da coordenadoria de Experiência Religiosa Africana Tradicional - Afrobrasileira, racismo e intolerância religiosa. Integrante do grupo Candaces (organização de mulheres negras e conhecimento). Mariana Gino mantém enfoque em trabalhos e estudos  relacionados à questão do negro na sociedade, com destaque na mulher negra.
 
Zélia Lúcia Lima
Presidenta do Batuque Afro-Brasileiro Nelson Silva, do Conselho de Promoção da Igualdade Racial que desenvolve o projeto de criação do selo da diversidade racial e de gênero no mercado de trabalho e também presidenta e fundadora da  Associação de Mulheres Negras Chica da Silva.


Informações: 3313-4734 / 4941 – Assessoria de Imprensa



 
 


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