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Eduardo Freitas lamenta morte de Moacyr Borges “Toda a comunidade sente esta perda irreparável. Reconhecemos o seu exemplo de ética, de competência e de solidariedade e exaltamos os frutos do seu trabalho, que continuam movendo nossa cidade, no caminho do desenvolvimento social e humano”. Para o vereador Eduardo Freitas (PDT), a morte do advogado e professor Moacyr Borges de Mattos, “deixou um vazio na comunidade acadêmica”.
Moacyr foi o primeiro reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, nomeado um ano após a sua fundação, em 1960, quando o então presidente Juscelino Kubitschek criou a instituição, agregando as já existentes faculdades de Direito, Medicina, Farmácia e Odontologia, Ciências Econômicas e Engenharia.
Com a criação do Campus, formou-se um conselho universitário composto por dez membros, dois de cada faculdade. Eu era diretor da Faculdade de Direito na época e fui pro conselho. Lá deveria ser definida uma lista tríplice, com nomes a serem enviados ao presidente da República, que na época era Jânio Quadros. Caberia a ele escolher o nome que assumiria o cargo de reitor da UFJF”, disse Moacyr.
A eleição para o cargo mais alto da universidade era indireta e não em votação, como o que acontece atualmente. Amigos de Moacyr contam que ele, inicialmente, não tinha interesse em assumir o posto. Estava no melhor momento da minha profissão e não queria pegar aquela responsabilidade. Quando soube que o escolhido tinha sido meu nome, fiquei muito surpreso. Não esperava, realmente, contou.
Nomeado em junho de 1961, Moacyr permaneceu no cargo até 1967, exercendo a função por dois mandatos. Em sua gestão, o orçamento da universidade chegava a ser maior que o da prefeitura. Moacyr dizia que o reitor lida com valores muito altos e que para estar ocupando o cargo, deveria ser uma pessoa de extrema responsabilidade.
Sobre o significado dessa figura acadêmica, o ex-reitor afirmava ser uma posição de alta expressão cultural e social, pois representa a universidade, órgão máximo da educação de um país. Para Eduardo Freitas, Moacyr exerceu a função com muita serenidade e competência, tendo sido um habilidoso político, mas não de forma ideológica, e sim para saber fazer acordos. O legislador explica que o cargo é um dos mais altos dentre as autoridades municipais como o prefeito, o arcebispo e o presidente da Câmara dos Vereadores. “Juiz de Fora perdeu um de seus melhores filhos”, disse.
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