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Audiência Pública discute repercussões do novo aterro sanitário para catadores de papel A licença da Feam para uso do Salvaterra como aterro sanitário termina em outubro de 2006, mas a Prefeitura já protocolou pedido de prorrogação por mais 24 meses. A informação foi prestada por Vilson Secundo de Souza, representante do Demlurb na audiência pública realizada hoje, na Câmara Municipal, sobre o decreto 8.915 que trata da concessão e implantação da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos da cidade (novo aterro sanitário). A reunião foi convocada a pedido da segunda vice-presidente do Legislativo, Rose França (PTB).
Ainda de acordo com Vilson de Souza, o processo de licitação para escolha da empresa concessionária está na fase final. Ele adianta que três áreas passam por análise técnica para escolha da que vai abrigar o novo aterro . O professor de engenharia da UFJF, José Homero Pinheiro Soares, consultor do Demlurb, esclareceu que o objetivo da concessão será apenas a destinação final do lixo, ou seja, a operação do aterro sanitário. O Demlurb continuará responsável pela coleta, adiantou.
Apesar das questões relacionadas diretamente ao aterro terem sido levantadas, as repercussões do processo para os catadores de papel mobilizaram boa parte da audiência pública, sendo tratada por Rose França como eixo central dos debates. Vários representantes desses trabalhadores se manifestaram, fazendo questionamentos sobre a interferência da concessão em suas vidas.
Janaína Silva, da Comissão Municipal de Catadores de Material Reciclável, Paulo Sérgio dos Reis, do Movimento Nacional da População de Rua, e Geraldo dos Passos Silva, do Fórum Municipal da População de Rua, foram alguns dos representantes dos catadores a usarem a palavra. Eles informaram sobre a existência de 2 mil trabalhadores no setor, organizados em duas associações e uma cooperativa. Rose França está convencida de que o Legislativo e o Executivo vão apoiar a atividade.
Outros vereadores também fizeram intervenções a favor dos catadores. Eles ressaltaram o princípio da economia solidária, lembraram de emendas que elaboraram ao Código de Posturas prevendo incentivo, apoio logístico, financeiro e qualificação profissional para as pessoas que atuam com reciclagem e reaproveitamento de materiais e propuseram parceria do Demlurb e da Amac com as associações para traçar um plano de atuação.
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