Publicada em: 03/03/2008 - 215 visualizações

Flávio Cheker e Rose França visitam apuram denúncias de maus tratos no Ceresp

Flávio Cheker e Rose França visitam apuram denúncias de maus tratos no Ceresp (03/03/2008 00:00:00)
  • Flávio Cheker e Rose França visitam apuram denúncias de maus tratos no Ceresp        Denúncias de maus tratos levaram os representantes da Comissão de Direitos Humanos do Legislativo ao Ceresp – Centro de Remanejamento de Presos - na manhã de 29/02. De...
 

Flávio Cheker e Rose França visitam apuram denúncias de maus tratos no Ceresp

       Denúncias de maus tratos levaram os representantes da Comissão de Direitos Humanos do Legislativo ao Ceresp – Centro de Remanejamento de Presos - na manhã de 29/02. De acordo com o presidente da Comissão, vereador Flávio Cheker (PT), o convite partiu da própria direção do Centro, preocupado com a repercussão das denúncias na imprensa local. O legislador foi acompanhado pela vereadora Rose França (PSC).
       
       Para o diretor da Unidade, Giovane de Moraes Gomes, os fatos publicados na imprensa, “não passam apenas de boatos de familiares descontentes com as normas do POPE – Procedimento Operacional Padrão – adotadas no Ceresp desde o dia 16 de outubro, quando a cadeia saiu da responsabilidade da Polícia Civil e passou a ser administrada pela Subsecretaria de Ação Prisional do Estado”. Giovane disse que os agentes são treinados para conter pequenos focos de insubordinação.
       
       Pelas novas regras, todos os condenados tiveram o cabelo raspado, receberam uniformes padronizados, colchões, lençóis e utensílios individuais. “A partir de agora ninguém mais tem privilégios dentro do Ceresp. Estamos trabalhando para dar tratamento humano e igualitário aos presos, nunca benefícios”, afirmou.
       
       O Ceresp foi construído em julho de 2000, com capacidade para receber 240 detentos. Hoje estão presos mais de 700 criminosos. O diretor explicou que há a necessidade de reformas no local, para proporcionar melhores condições de recuperação dos presos. “O pátio precisa de uma cobertura e de banheiros”, disse.
       Em outubro do não passado, o Ceresp passou a ser administrado pelo Governo de Estado, através da Subsecretaria de Ação Prisional. Foram deslocados mais de 200 homens para realizar a transição. Todas as celas foram revistadas. Foram apreendidos dezenas de chuços, facões, eletrodomésticos, celulares, além de caixas de cerveja, garrafas de cachaça, pacotes de cigarros, pedras de crack, cocaína, maconha e munição para revolver calibre 38. “Não esperava tanta negligência. O Ceresp parecia uma bomba relógio, prestes a explodir”, disse a vereadora Rose França.
       A visita foi acompanhada, ainda, por representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB e da Pastoral Carcerária.

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