Publicada em: 24/09/2007 - 203 visualizações

Flávio Cheker quer mais empenho para a implantação da rede de saúde mental na cidade

Flávio Cheker quer mais empenho para a implantação da rede de saúde mental na cidade (24/09/2007 00:00:00)
 

Flávio Cheker quer mais empenho para a implantação da rede de saúde mental na cidade

       Sensibilidade, esse foi o pedido do vereador Flávio Cheker (PT) na audiência pública, solicitada por ele, para tratar sobre o funcionamento e a destinação de recursos públicos para os Centros de Atenção Psicossocial – CAPS – e a implantação da Reforma Psiquiátrica na cidade. Para Flávio, o assunto precisa ser encarado e explicado, com mais transparência, às famílias de pacientes presentes na reunião. “A reforma é um ganho para o nosso país, mas entendemos que ela necessita ser feita com empenho e atenção das autoridades municipais”, disse. Cheker questionou as medidas tomadas, pelo Poder Público, para os mais de 500 pacientes psiquiátricos internados em unidades descredenciadas pela União.
       
       A resposta veio com o diretor da Saúde Mental da Prefeitura, Jairo Gama. Ele informou que o prefeito Alberto Bejani (PTB) tem se mobilizado na resolução dos impactos negativos que a reforma poderá causar na cidade. Gama disse que já está prevista a construção de mais dois CAPS, um deles, inclusive, para atendimento de urgência e emergência. Além disso, serão implantadas as residências psiquiátricas, para abrigar pacientes sem condições de voltarem ao convívio social.
       
       O secretário de Saúde, José Otávio Ferreira Amaral, endossou as palavras do colega, dizendo que o Executivo tem se empenhado na resolução do problema dos pacientes que terão que deixar os hospitais descredenciados. “A nossa idéia é buscar mais recursos para o setor e, paralelamente, realizar um estudo sobre os pacientes que não têm condições de participarem das residências psiquiátricas.
       
       Para Irene Aparecida, presidente da Associação de Doentes Mentais de Juiz de Fora, a situação é muito delicada. Ela não entende como a cidade irá absorver tantos pacientes “colocados na rua com o fechamento de hospitais psiquiátricos na cidade. Muitas famílias não têm como cuidar de seus doentes e o que é pior, as unidades que restarem não terão condições de receber mais pacientes. Meu medo é que esses cidadãos sejam tratados como objetos e jogados nas ruas como lixo”.
       
       Samanta Maria, ouvidora de saúde, disse que o órgão tem recebido diversas denúncias sobre maus tratos a pacientes psiquiátricos. Ela falou que a Prefeitura precisa atentar “com mais carinho” a esse problema. “Os CAPS são a solução, mas que ainda precisam ser mais bem estruturados. Existem doentes mentais convivendo com dependentes químicos, o que não pode acontecer”, informou.
       
       Flávio Cheker garantiu que irá continuar lutando para que a situação dos pacientes psiquiátricos se resolva da melhor forma possível. “A Comissão de Direitos Humanos da Câmara, estará realizando visitas as unidades de saúde mental, buscando atender às diversas solicitações encaminhas a ela, para que o Executivo possa estar adequando a cidade ao novo modelo de gestão da saúde psiquiátrica na cidade”, garantiu.

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