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Vereadores discutem problemas do Leito da Leopoldina “Há, pelo menos, 11 anos os moradores do Leito da Leopoldina estão dando provas de uma proverbial paciência com o Poder Público”. Com essa frase o vereador Flávio Cheker (PT) encerrou a audiência pública convocada por ele para discutir a situação dos moradores do Leito da Leopoldina e anunciou que vai apoiar a comunidade numa possível ida à Justiça para que busquem seus direitos. Durante a reunião o vereador ainda fez diversas perguntas aos representantes da Prefeitura, mas afirmou que vai envia-las oficialmente ao Executivo em forma de pedido de informação.
Flávio Cheker quer saber quantas famílias ainda moram com aluguéis pagos pela AMAC, e até quando vão permanecer nessa situação; se há famílias que moram em áreas consideradas seguras por que elas ainda não tiveram suas propriedades regulamentadas; qual a proposta da Prefeitura para resolver o problema da área de risco e que medidas serão tomadas em relação ao maciço, único considerado área de risco oficialmente pela PJF (decreto municipal nº 5830 de janeiro de 1997) e quando a Comissão definida pelo Executivo através da Portaria 6165 de 18/12/2007, será reunida?
O presidente da Associação de Moradores do Leito da Leopoldina, José Geraldo Cirilo (Zé Pretinho), mora na comunidade há mais de 40 anos e afirmou ver boa vontade da Emcasa em alocar os moradores em outras áreas da cidade. “Mas é preciso prestar atenção em outras áreas da cidade que também estão com problemas. A tendência de toda família é crescer, mas as casas são pequenas e não comportam essas famílias e aí recomeçam os problemas”, disse.
Diretor da Emcasa, Daniel Ortiz Miotto, informou que a PJF conseguiu recursos junto ao Ministério das Cidades para regulamentação de nove áreas fundiárias e o Leito da Leopoldina é uma delas. “Temos 13 famílias que ainda moram com aluguel pago pela Prefeitura e a esse número serão somadas as famílias que serão removidas das áreas de risco a fim de buscar mais recursos para a regularização das famílias”, disse o diretor informando que até a primeira quinzena de abril a Comissão de Trabalho para Rever e Sistematizar o Uso do Leito da Leopoldina já estará em funcionamento. O Superintendente da AMAC, João Batista da Silva, também esteve presente na reunião.
No dia cinco de janeiro de 1997 aconteceram deslizamentos de encostas e desabamentos, provocando ferimentos em diversas pessoas e duas mortes. Várias famílias foram retiradas às pressas do local. Algum tempo depois, algumas retornaram para as casas e outras foram transferidas para apartamentos construídos pelo Executivo, mas, até hoje, existem famílias que se encontram em imóveis alugados pela AMAC a espera de uma solução definitiva para o problema. |