|
Canalli reivindica por moradores do Fábrica Dezenas de famílias do Fábrica enfrentam sérios problemas de infra-estrutura mesmo estando num bairro tão próximo ao Centro. As casas próximas à linha férrea, alinhadas entre as ruas Bernardo Mascarenhas e Coronel Vidal, não estão numeradas, não contam iluminação pública e estão em meio a muito mato e lixo. O socorro está sendo pedido através do vereador Francisco Canalli que anuncia a apresentação de requerimento visando a melhoria da qualidade de vida da comunidade.
A ausência de iluminação pública cria uma situação de insegurança permanente. Venício Mota da Silveira, que restaura um imóvel para se mudar, conta que recentemente ferramentas dos operários e materiais de construção foram roubados do local. Ana Paula Pereira já foi atacada durante o dia.
O mato que toma conta da área contribui para a insegurança e favorece o aparecimento de roedores. Ana Carolina da Silva Louzada fala em assaltos, brigas e reclama também do mal cheiro provocado pelo lixo.
O acesso de veículos poderia ocorrer através da rua Euclides de Souza Lima, perpendicular ao local, mas trilhos recortados foram usados para impedir a passagem. A medida dificulta a chegada de compras até as casas e impede a aproximação de ambulâncias. Rosângela Perensine alerta para a situação de pessoas com dificuldade de locomoção, como idosos, e principalmente doentes, obrigadas a cruzar a linha férrea para alcançar algum veículo.
O recebimento de correspondências é outro problema. Como as residências não têm número, os moradores ficam na dependência de favores, principalmente dos que residem na Rua Bernardo Mascarenhas, para receber cartas e contas. Joana Delma Sandi, por exemplo, conta com a ajuda do pai.
A primeira providência tomada por Canalli será o encaminhamento de Pedido de Informação à Prefeitura para saber se a área pertence ao município ou à MRS Logística. Com a resposta, ele acionará os setores competentes para que os moradores possam ter acesso aos direitos básicos. “É inadmissível que uma comunidade enfrente problemas de tal gravidade. Temos que nos mobilizar para mudar esse quadro,” disse. |