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Vereadores discutem reforma política A Câmara discutiu na tarde de hoje, 21/06, a reforma política que está em
tramitação no Congresso Nacional. A audiência pública aconteceu atendendo a
pedido do vereador José Sóter Figueirôa (PMDB) e teve como principais
debatedores o presidente do PPS, Roberto Freire e o deputado estadual pelo
PSDB, Lafayette Andrada. A palavra foi franqueada ao público que pôde fazer
perguntas e expor suas opiniões aos convidados.
Abrir espaço para a comunidade acadêmica, sociedade civil organizada,
lideranças políticas e população falarem sobre os principais temas das
reformas, como fidelidade partidária, financiamento público de campanha,
voto distrital e cláusula de barreira. “É muito importante saber o que
pensam esses setores da população e as conseqüências da reforma para o país
e nossa cidade”, disse Figueirôa.
O presidente do PPS, Roberto Freire, ressaltou a importância da realização
da audiência pela Câmara Municipal. “É a primeira vez que participo de um
debate como esse, com esse nível de discussão. Foi um bom momento que eu
vivi. A solução para os problemas do Brasil passa por iniciativas como essa,
promovida pela Câmara. Quero ressaltar que as posições apresentadas pelo
público me trouxeram a comprovação de que o Brasil está vivendo profunda
crise política e a cidadania mostra um grave nível de indignação com a
atividade política”, afirmou.
Mostrando a necessidade de reformas, Roberto Freire ainda declarou que a
reforma, que se arrasta há mais de 13 anos no Congresso, é criticável em
alguns pontos, mas necessária. “A desmoralização da política não tem a ver
só com os políticos, mas com o sistema que os colocou no poder”, concluiu
Freire que se posiciona em favor de quase todos os pontos da reforma, à
exceção da fidelidade partidária. “É uma aberração imposta pela ditadura
militar”, disse.
O deputado estadual Lafayette Andrada considerou que atualmente o homem
público muitas vezes se constrange de assumir a posição de político. “Porque
ter um cargo eletivo tornou-se sinônimo de corrupção”, afirmou enquanto
defendia a reforma política e o parlamentarismo. “É a chance que população
tem de afastar o governante que não está dando certo. É a possibilidade de
nova escolha em tempo de evitar problemas mais graves”.
Ao final do encontro o vereador Figueirôa pediu que a Mesa Diretora enviasse
o material da audiência pública ao Congresso Nacional. “É a nossa forma de
contribuir para o debate sobre um tema tão relevante para o país, o que eu
considero como a primeira das reformas. Sei que a Reforma Política não é o
remédio para todos os males do Brasil, mas a solução para eles passa pela
reforma”, concluiu. |