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Audiência discute funcionamento de hospital Mozart Teixeira A Câmara recebeu o subsecretário de Saúde em Atenção Básica e Secundária, José Geraldo de Oliveira, o secretário executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, e o secretário de Receita e Controle Interno, Alexandre Cruz, que vieram ao plenário Francisco Afonso Pinheiro para debater, em audiência pública, o destino do Hospital Municipal Mozart Teixeira.
A reunião, que foi solicitada pelo então vereador Antônio Jorge (PSDB), debateu a transformação do antigo hospital numa sede administrativa. “O tema é de extrema importância, pois Juiz de Fora perdeu um hospital que poderia desafogar as outras unidades de saúde do município”, disse o vereador Rodrigo Mattos (PSDB), interlocutor de Antônio Jorge.
Para Jorge Ramos, a situação ainda é mais complicada. De acordo com ele, o fechamento do antigo Hospital Mozart Teixeira implicou na diminuição no número de leitos destinados ao SUS. Outra questão levantada por ele, foi o alto custo do aluguel gasto pela Prefeitura na antiga Cotrel, hoje HPS. “É preocupante um hospital que atende urgência e emergência funcionar numa área alugada. Com a demanda da cidade, vai ser preciso a realização de obras de adequação, além de podermos deparar com a situação de termos de entregar o imóvel”, disse.
Para o subsecretário José Geraldo, a transferência do Hospital Municipal para o HPS foi bastante “positiva”, pois aumentou o número de atendimentos. “Saltamos de 39 para 200 procedimentos. A cidade ganhou uma unidade moderna e capacitada para atender a população com conforto e agilidade”, explicou.
Hospital de Pronto Socorro Doutor Mozart Geraldo Teixeira foi inaugurado no início da atual administração. A idéia era atender urgências e emergências clínicas e cirúrgicas e regular a atenção hospitalar de média e de alta complexidade. A reforma do local foi para permitir à rede pública maior resolubilidade com a conseqüente redução do número de óbitos, de seqüelas e tempo de permanência do paciente no hospital.
Para o vereador e médico Eduardo Freitas (PDT) o Mozart Teixeira, na época em que foi inaugurado, estava atendendo a demanda de pacientes da cidade, mas com o crescimento da população e a vinda de pacientes de outras localidades, acabou ficando defasado. Ele disse que o HPS, apesar de estar estruturado para atender a comunidade, precisa sofrer modificações “porque a instituição não irá comportar o número de atendimentos nos próximos anos”, disse. Ele pediu atenção aos representantes do Executivo em relação à saúde do município. |