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Figueirôa debate com população e autoridades futuro da Mata do Krambeck “Um plebiscito e uma Comissão Permanente composta por representantes do Legislativo, Executivo, UFJF, Ongs e sociedade organizada, para fiscalizar ações dentro da reserva. Esses são os caminhos para salvarmos a Mata do Krambeck, que está ameaçada de extinção”. Para o vereador José Sóter de Figueirôa Neto (PMDB), autor da audiência pública que discutiu o futuro da reserva, “enquanto a sociedade não estiver unida em prol da preservação do Krambeck, a mata vai agonizar com o desmatamento e com a extinção de diversas espécies de plantas e animais”.
Para o deputado federal, Júlio Delgado (PSB) a situação da mata é delicada. Ele defendeu ações diretas envolvendo os poderes públicos e a UFJF na aquisição da mata para que seja transformada numa reserva ecológica. Júlio se comprometeu a apresentar emendas para a captação de recursos financeiros destinados à compra do sítio Malícia, situado dentro da Mata do Krambeck, pela Universidade Federal de Juiz de Fora. “Nada mais justo que construir naquele local, tão importante para a nossa cidade, um centro de pesquisa ambiental”, disse.
O colega deputado Fernando Gabeira (PV) também defendeu a preservação do lugar através da construção de um parque ambiental, onde a população poderia ter contato direto com a enorme variedade da flora e da fauna nativas. “Se deixarmos destruir a Mata do Krambeck, iremos deixar destruir uma riqueza que jamais poderemos calcular o seu valor para o meio ambiente”, afirmou. Gabeira, ainda disse que, o município e o Estado deveriam se unir no pagamento de uma indenização aos proprietários, para que ninguém seja lesado em seus direitos. O representante do Partido Verde concluiu seu pronunciamento dizendo que “Juiz de Fora deve ter uma administração que pensa no bem estar de seus habitantes. Não vamos destruir a Mata do Krambeck, vamos sim, construir a cidade com ela”.
A idéia foi compartilhada pelo deputado federal do Partido Verde, José Fernandes de Oliveira. Ele disse que também irá disponibilizar parte dos recursos destinados a obras, através de emendas, para a Mata do Krambeck.
Júlio César Teixeira, diretor da Faculdade de Engenharia, pediu urgência na aprovação de soluções para a Mata. Ele disse que o licenciamento para a construção de um condomínio de luxo no local está para ser aprovado em Belo Horizonte. Ele concorda que o lugar seja transformado num centro de estudos ambientais.
Já o presidente da OAB de Juiz de Fora, Wagner Parrot, afirmou que, embora o empreendimento seja legal, a administração pública “não pode deixar de escutar os anseios da população, que pede que a área não seja residencial”.
O reitor da UFJF, Henrique Duque, disse estar preparado para gerir a área ambiental. Ele informou que foi procurado por um dos proprietários do lugar que pediu para que a Universidade compre o terreno. “Estamos dispostos a nos tornarmos gestores da Mata do Krambeck e com isso transformar a região num grande parque ecológico e turístico da cidade”, disse.
Figueirôa disse que irá continuar o trabalho de incentivo à preservação da Mata do Krambeck e se colocou a disposição da sociedade organizada para debater e analisar e formas de salvar o local da ação do homem. “Vamos continuar com esse debate que não é somente da Câmara e sim de toda a sociedade”, falou.
A audiência ainda teve uma homenagem do compositor e flautista, Estevão Teixeira, que tocou a música Mata do Krambeck.
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