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Câmara realiza audiência pública sobre áreas de invasão no Milho Branco Atendendo a solicitação do vereador Rodrigo Mattos (PSDB) a Câmara Municipal realizou audiência pública para discutir os problemas de duas áreas de invasão no bairro Milho Branco. Rodrigo Mattos esclareceu que são duas invasões, uma delas, em terreno da Prefeitura e outra em terreno particular. “A situação é grave, falta urbanização, rede de captação de águas de chuva e esgoto e redes para água potável. Durante a Câmara Itinerante realizada no bairro em 16 de agosto de 2007 a Prefeitura anunciou uma verba de R$2,1 milhões que seria investida na região, mas até agora nada foi feito”, diz o vereador.
Durante a reunião os moradores se revezaram ao microfone para reclamar da falta de infraestrutura para abrigar as mais de 600 pessoas que residem na região. A população pede atenção das autoridades. Eles se queixam da falta de limpeza, de capina e da coleta regular de lixo. “A falta de higiene deixa os moradores expostos a doenças”, disse a presidente da Associação Comunitária e Beneficente do Milho Branco, Sandra Maria Jesus.
Sandra Maria reafirmou a luta da comunidade pela rede de coleta de esgoto e água tratada. “Alguns de nós se valem de fossas e poços, mas a maioria ainda não possui água em casa”, reclama.
Como as ruas não são calçadas, o acesso a ambulâncias e veículos de emergência é inviável, deixando os moradores sem assistência. Também falta calçamento e bocas-de-lobo, o que faz com que na época de chuvas o barro e a lama tomem conta do local. As crianças e os idosos são os mais prejudicados.
O Secretário de Planejamento e Gestão Estratégica, José Maurício Gomes informou que a verba anunciada durante a Câmara Itinerante não foi liberada pela Caixa Econômica Federal, mas que o Executivo já está em negociação com o BNDES para conseguir o recurso. O secretário falou em nome da administração do Demlurb e da Cesama e prometeu, como solução imediata aos moradores, que será providenciado o serviço de capina e limpeza nas ruas do loteamento e que as caçambas de recolhimento serão disponibilizadas novamente.
Quanto à água potável, a Cesama vai procurar enviar caminhões sempre que possível para suprir as necessidades dos moradores. A Prefeitura também acenou com a possibilidade de negociar com os donos do terreno invadido a fim de comprar a área para legalizar a situação das famílias que residem no local.
O vereador Rodrigo Mattos considerou positiva a reunião. “Pelo menos do jeito que está não vai ficar, os representantes da Prefeitura prometeram melhorias imediatas para o local e isso vai amenizar a situação da comunidade”, disse. |