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Vicentão e Bejani assinam contrato para construção do novo prédio da Câmara O presidente da Câmara, vereador Vicentão, o prefeito Alberto Bejani e o diretor da Ribeiro Alvim Engenharia Ltda, Luiz Fernando Ribeiro, assinaram hoje, 19/03, o contrato para construção do novo prédio do Legislativo. A solenidade contou, ainda, com a presença dos vereadores Pastor Carlos (PTB), Eduardo Freitas (PDT), Eduardo Novy (PTB), Francisco Canalli (PMN), Isauro Calais (PMN), João do Joaninho (PTB), José Emanuel (PMN), Oliveira Tresse (PMN), Luiz Otávio Pardal (PTB), Pastor Mariano (PSDB) Paulo Rogério (PMDB), Rodrigo Mattos (PSDB) e Romilton Faria (PFL), além de secretários e subsecretários municipais, servidores do Legislativo e Executivo.
Na solenidade, visivelmente emocionado, o presidente da Câmara agradeceu o empenho do Prefeito no projeto, ressaltando que só mesmo num trabalho de parceria como esse, será possível realizar o sonho de toda uma cidade. “O prefeito Alberto Bejani sempre foi um homem sensível às causas mais importantes da comunidade. Só mesmo com o empenho e o apoio dele, conseguiremos realizar essa obra, que é de grande importância para a cidade. Bejani é um homem de visão, um administrador de futuro, que sabe a importância do Legislativo”, pontuou.
Além de destacar, ainda, o empenho do secretário de Gestão Estratégica, José Maurício Gomes, “outro entusiasta do projeto”, Vicentão agradeceu o empenho de todos os servidores da Câmara e da Prefeitura, relembrando que a construção do novo prédio foi uma das suas plataformas de campanha para a presidência da Câmara. Além disso, destacou que o processo começou há mais de dois anos, quando uma comissão, presidida pelo vereador Figueirôa (PMDB), coordenou todo trabalho para a escolha do projeto arquitetônico do novo prédio.
Por sua vez, o prefeito Alberto Bejani fez questão de frisar a importância da construção da nova sede do Legislativo. Segundo ele, o prédio estará a altura do Legislativo de Juiz de Fora, que não tem medido esforços para contribuir na parceria pelo desenvolvimento da cidade. Bejani destacou, ainda, que o Parlamento é fundamental no sistema democrático, pois “sem ele, tudo fica desgovernado”. Por isso, o seu orgulho em estar assinando o ato e ter tornado possível a construção do novo prédio, através da alocação de recursos no orçamento municipal.
As obras do novo prédio devem começar em 15 dias e a previsão é de que fiquem prontas em 18 meses. A construtora de Juiz de Fora venceu a licitação concorrendo com outras seis empresas. Os custos estão estimados em R$ 7 milhões 449 mil 395.
O novo prédio
Em uma área de 2.767 m2, serão construídos um subsolo e mais seis andares que vão abrigar 21 gabinetes para os vereadores, plenário e uma galeria com capacidade para 276 assentos, inclusive adaptados para pessoas com deficiência.”Queremos oferecer aos juizforanos um prédio à altura do que a cidade merece, com condições dignas de atendimento”, afirmou o presidente, Vicente de Paula Oliveira (Vicentão-PTB).
Vicentão observa que as atuais instalações são inadequadas para o atendimento ao público e o trabalho dos funcionários. O espaço disponível é insuficiente. O Corpo de Bombeiros já condenou o uso do plenário, instalado no centenário Palácio Barbosa Lima, por um número superior a 150 pessoas. Por ser tombada, a fachada do imóvel não pode ser alterada, o que faz com que as escadarias sejam um obstáculo para idosos e pessoas com deficiência física. Essas dificuldades por vezes criam situações contrangedoras para os vereadores, defensores da acessibilidade.
Austeridade, simplicidade, funcionalidade, conforto e sustentabilidade formam a base do edifício desenhado pelo arquiteto Rogério Mascarenhas Duarte Aguiar, vencedor do concurso realizado pelo Legislativo para escolha do anteprojeto. Além do projeto arquitetônico, Rogério Mascarenhas responde pelo consórcio que elaborou os projetos complementares: estrutural, hidro-sanitário, elétrico, de telefonia, rede lógica, ar condicionado, acústico, som, segurança (prevenção e combate à incêndio), descargas elétricas e de vigilância eletrônica.
O edifício foi idealizado em conformidade com seu entorno, em sintonia com o desenho dos prédios dos demais poderes, e com a preocupação em não obstruir a visão do Morro do Imperador pelas pessoas que passam pelo Rio Paraibuna.
Mais conforto e melhor atendimento à população
A idéia de uma nova sede para a Câmara Municipal começou a se concretizar em 2005, tendo como eixo a busca do conforto e do atendimento de qualidade a população.
A construção sobre pilotis (colunas que sustentam o edifício) possibilita às pessoas passar para os prédios da Prefeitura e da Justiça livremente.
O acesso ao plenário se dará tanto por elevador quanto por uma rampa, com dois metros de largura. Essa parte do prédio foi desenhada de forma a que a platéia, com 276 assentos, tenha uma visão geral de todos os vereadores e estes do público.
A acessibilidade, tema recorrente nos projetos de lei dos vereadores, foi contemplada em todo o imóvel. As diversas seções serão adaptadas para pessoas com deficiência, incluindo elevadores, sanitários e corredores. Estes terão dois metros de largura, suficientes para passagem de cadeira de rodas.
O emprego racional dos recursos públicos, outro ponto defendido pelos vereadores, também está sendo tratado como prioridade. A construção se dará de forma a permitir circulação de ar cruzada, favorecendo a manutenção de temperatura agradável. O resultado é menor gasto com ar condicionado. Todos os ambientes vão dispor de iluminação natural. Novamente haverá contenção de gastos com energia elétrica. A captação de água das chuvas do telhado para uso nos jardins, lavagem de pisos e carros, além de descarga sanitária, também possibilitará economia.
Obra deve estar pronta em setembro de 2008
A construção de uma nova sede para a Câmara Municipal partiu de um processo de discussão e amadurecimento da Mesa Diretora em conjunto com os demais vereadores ao constatarem a impossibilidade de atendimento de qualidade no local atual: Palácio Barbosa Lima e Anexo Vereador Ignácio Halfeld.
Uma comissão foi nomeada para dar andamento ao processo. Ela foi integrada pelo primeiro Secretário da Mesa Diretora, vereador José Sóter de Figueirôa (PMDB); os vereadores José Emanuel (PMN) e Dr. Waldir (PTB, que veio a falecer em 2006); o procurador Leonardo Costa e o assessor técnico do legislativo, engenheiro Paulo Roberto dos Reis Alves.
Dois meses depois, foi assinado o protoloco de intenções entre a Prefeitura e a Câmara para doação do terreno às margens da Avenida Brasil, ao lado do Terreirão do Samba.
Um concurso foi aberto pela Câmara em junho de 2005 para a escolha do anteprojeto arquitetônico. Das sete propostas apresentadas, a número quatro, do arquiteto Rogério Macarenhas Duarte Aguiar, foi a vencedora. As principais características observadas foram a racionalidade, a simplicidade da volumetria, que adota dois edifícios distintos e complementadores (o plenário e a torre administrativa), organizada por uma grande praça, coberta sob o pilotis (colunas).
A etapa seguinte foi cumprida com a assinatura, em 13 de julho de 2006, do termo de compromisso e responsabilidade entre o Prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani, e a Mesa Diretora da Câmara, para a condução da concorrência e escolha da empresa a desenvolver a obra. O presidente do Legislativo, vereador Vicente de Paula Oliveira (Vicentão-PTB) designou dois técnicos da Casa para acompanharem o andamento dos trabalhos: engenheiro Paulo Roberto dos Reis Alves e o arquiteto Célio Gonçalves Manço.
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