Publicada em: 18/05/2006 - 327 visualizações

Câmara facilita acordo entre moradores do Guaruá e ALAE

Câmara facilita acordo entre moradores do Guaruá e ALAE (18/05/2006 00:00:00)
 

Câmara facilita acordo entre moradores do Guaruá e ALAE

       A Mesa Diretora da Câmara nomeou uma Comissão Especial, composta pelos vereadores, Flávio Cheker (PT), Dr. Waldir (PTB) e José Sóter de Figueirôa (PMDB), para acompanhar as negociações entre os moradores do bairro Guaruá e a Associação de Livre Apoio ao Excepcional - ALAE. Uma reunião já está agendada para a próxima segunda-feira, 22/05, às 14h, na sala Asa Delta no Legislativo. A decisão foi tomada durante audiência pública solicitada pelo vereador Romilton Faria (PFL), com o objetivo de discutir a cessão de 20% do terreno da praça Professor Wilson de Lima Bastos, entre as ruas Guarará, Goianá, Bororó e Apiacá, no bairro, para a construção de sede própria da Associação, que funciona em imóvel alugado no bairro Bom Pastor.
       Romilton Faria esclarece que parecia estar havendo o que ele classificou de desencontro de interesses ou informações. O papel do vereador é abrir espaço de discussão, dando oportunidade das partes para o esclarecimento mútuo do assunto. De um lado temos a ALAE precisando de uma sede própria, de outro, são os moradores afirmando não terem participado do processo de cessão do terreno e se sentindo feridos no seu direito de desfrutar integralmente da praça.
       A ALAE é uma entidade filantrópica que cuida de crianças e adultos excepcionais, desde 1979. Atualmente atende gratuitamente a 60 pessoas, com idade acima de cinco anos e funciona em imóvel alugado na rua Delorme de Carvalho, nº 53, Bom Pastor. A entidade é presidida pelo General José Mauro Cupertino. Em 2002, através do Decreto do Executivo nº 7365, a ALAE recebeu permissão da Prefeitura para construir sua sede na praça. De acordo com o presidente da ALAE, à partir da cessão, a entidade ganhou o projeto arquitetônico de uma empresa da cidade, inclusive com a construção de uma quadra poliesportiva para a comunidade, e, em novembro de 2005, foi lançada a pedra fundamental para o início das obras, que será realizada em parceria com empresas da cidade.
       O problema apresentado pelos moradores é que, em nenhum momento, eles foram consultados sobre a cessão do terreno da praça. Um dos representantes, João Carlos Reis, afirma que a comunidade nunca foi convidada para discutir o projeto da ALAE e da Prefeitura e diz: Nós queremos a utilização plena do espaço, em que pese ele ainda não estar urbanizado e atualmente estar degradado a ponto de ter se transformado num matagal. Nós temos documentação e estamos apresentado-a aos vereadores para provar que lutamos por esta urbanização há mais de 20 anos, completou.
       A reunião da próxima segunda-feira será o início das negociações entre moradores e membros da ALAE, mediada pelos vereadores, que representam a unanimidade dos presentes, sobre a necessidade de sanar o problema o mais rápido possível.
       

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