Publicada em: 16/10/2007 - 227 visualizações

Vereadora Rose visita Ceresp a pedido da nova direção da unidade

Vereadora Rose visita Ceresp a pedido da nova direção da unidade (16/10/2007 00:00:00)
 

Vereadora Rose visita Ceresp a pedido da nova direção da unidade

       “A mudança estrutural do sistema penitenciário de Juiz de Fora já era uma vontade pública, não só das autoridades municipais, mas de toda a sociedade. Finalmente, quem é de direito, assume a administração das cadeias na cidade, dando mais transparência as ações da polícia, visibilidade da situação, tanto dos presos quanto dos agentes, e respeito aos condenados”. A opinião é da vereadora Rose França (PSC) que visitou o Ceresp, hoje, 16/10, como representante da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara.
       
       O convite partiu do subsecretário de Administração Prisional, Genilson Ribeiro, que veio a cidade para efetuar a transição do comando do Ceresp da Polícia Civil para a Subsecretaria de Ação Prisional do Estado. “Deslocamos mais de 200 homens de nossa corporação para revistar as celas e preparar os presos para a nova forma de administração”, explicou. De acordo com o subsecretário, todos os condenados tiveram o cabelo raspado, receberam uniformes padronizados, colchões e utensílios individuais. “A partir de agora ninguém mais terá privilégios dentro do Ceresp”, afirmou Genilson.
       
       Rose acompanhou atenta a operação dos agentes e garantiu apoio político a nova administração. “Os condenados terão tratamento diferenciado e muito mais humanitário”, disse a legisladora que se surpreendeu com a quantidade de objetos apreendidos dentro das celas. Foram dezenas de chuços, facões, eletrodomésticos, celulares, além de caixas de cerveja, garrafas de cachaça, pacotes de cigarros, pedras de crack, cocaína, maconha e um revolver calibre 38 com munição.
       A legisladora, que já vinha denunciando os problemas de infra-estrutura do Ceresp, realizou, em dezembro de 2005, uma audiência pública para tratar sobre o assunto. Na época, Rose constatou problemas de infra-estrutura no prédio como instalações elétricas precárias, banheiros sem condições de uso e rachaduras por todos os lados. “A prevenção e a repressão ao crime precisava sofrer modificações em sua base, direcionando o olhar dos poderes públicos para a ótica da dimensão humano-social dos presos e dos policiais”, afirmou.
       “Espero estar escrevendo, para Juiz de Fora, uma história diferente”, afirmou Genilson Ribeiro que, também, comandou a operação dentro do Ceresp. A unidade foi construída em julho de 2000, com capacidade para receber mais de 240 detentos. “Estamos implantando mais do que uma nova forma de administrar, um sistema eficiente, com condições de devolver a sociedade os recuperandos do sistema prisional”, concluiu.
       

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